António Miguel Cardoso crê que deixa SAD do Vitória com “ativos valorizados”

António Miguel Cardoso crê que deixa SAD do Vitória com “ativos valorizados”

Já sem qualquer função na direção do clube, após Rui Rodrigues, presidente eleito em 13 de junho, ter tomado posse na sexta-feira, Cardoso crê que a SAD, responsável pelo futebol profissional, tem o “futuro garantido” face ao plantel de que dispõe, antes da Assembleia Geral que, na quinta-feira, vai eleger o novo conselho de administração, presumivelmente liderado por Rui Rodrigues.

Sempre acreditámos que a única forma de garantir a independência do Vitória era através de uma estratégia desportiva forte, sustentável, com o claro objetivo de semear para colher. Deixámos, por isso, um plantel competitivo, com ativos valorizados e vendáveis”, refere, na nota de imprensa enviada às redações.

Num balanço aos quatro anos ao leme dos vimaranenses, o ainda dirigente considera que assumiu funções “num contexto difícil”, sem as receitas televisivas disponíveis, fruto do adiantamento promovido pela administração anterior, presidida por Miguel Pinto Lisboa, e realça que o Vitória está hoje “mais forte, mais valorizado e mais preparado para o futuro”.

Depois das vendas de Noah Saviolo aos turcos do Trabzonspor, por um valor que pode atingir os 11,5 milhões de euros (ME), e de Diogo Sousa aos franceses do Estrasburgo, por 11 ME, António Miguel Cardoso menciona Oumar Camara, Tony Strata, Mitrovic, Alioune Ndoye. Thiago Balieiro e Beni Mukendi como exemplos de jogadores com potencial para valerem transferências avultadas.

O ainda presidente da SAD lista ainda os nomes de vários elementos oriundos da formação que integram a equipa principal e a equipa B, como Gonçalo Nogueira e os campeões mundiais sub-17 Zeega e Santiago Verdi, para defender que existe hoje “um verdadeiro elevador entre a formação e a equipa principal”.

Após três apuramentos consecutivos para a Liga Conferência no seu primeiro mandato, entre 2021/22 e 2023/24, o Vitória falhou novo acesso às provas da UEFA no final da época 2024/25, a seu ver marcada “por sucessivos erros de arbitragem”, o que motivou a administração a iniciar um novo ciclo desportivo para 2025/26, assente em jogadores jovens, para a SAD “manter-se estável financeiramente”.

Apesar do nono lugar na edição mais recente da Liga, António Miguel Cardoso crê que o único ano do segundo mandato foi “amplamente compensador”, pela conquista da Taça da Liga, pela subida da equipa B à Liga 3 e pela subida da equipa feminina à liga principal.

O responsável crê ainda que a sua administração deixa o Vitória a salvo “de momentos de turbulência” para a próxima época, que “servirá para potenciar as sementes lançadas na equipa B e na formação, reforçar a estrutura com qualidade e consolidar definitivamente a independência financeira do clube, reduzindo a dependência de parceiros”.

De saída do emblema de Guimarães após se ter oficializado a demissão da sua direção em 14 de abril, na sequência de uma promessa de saída caso a equipa se classificasse abaixo do quinto lugar na Liga, o que aconteceu, António Miguel Cardoso pede ainda “estabilidade, ambição e união” sob a direção de Rui Rodrigues, seu antigo vice-presidente, entre 2024 e 2026.