FIFA proíbe por cinco anos antigo líder da federação de futebol da Guiana por assédio sexual
A Câmara de Julgamento do Comité de Ética Independente proibiu Ian Alves, ex-secretário-geral da Federação de Futebol da Guiana (GFF), de participar em qualquer atividade ligada ao futebol durante cinco anos, após declará-lo culpado de explorar a sua posição para assediar sexualmente trabalhadoras da GFF, avança a FIFA em comunicado oficial.
Para além da proibição, o responsável sul-americano enfrentou uma multa no valor aproximado de 22.000 euros.
Depois de examinar com atenção os testemunhos escritos das vítimas, os documentos submetidos pela GFF, as defesas do visado e as múltiplas evidências obtidas na investigação da Câmara de Inquérito, a Câmara de Julgamento concluiu que Ian Alves infringiu o artigo 24 (Proteção da integridade física e mental), o artigo 26 (Abuso de posição) e, consequentemente, o artigo 14 (Deveres gerais) do Código de Ética da FIFA, explicou a entidade.
A FIFA sublinha que assume uma postura inflexível contra todo o tipo de abusos no futebol, comprometendo-se a analisar cada caso com o detalhe que cada um exige.
Ian Alves deixou o cargo a 13 de setembro de 2024, quando optou por uma demissão repentina, cujos motivos nunca foram tornados públicos.