Viriato Sampaio sugere empréstimo obrigacionista e rentabilização do estádio do Vitória SC

Viriato Sampaio sugere empréstimo obrigacionista e rentabilização do estádio do Vitória SC

Durante a apresentação do projeto que será submetido à votação dos sócios vitorianos no dia 13 de junho, o candidato defendeu a obtenção de um empréstimo obrigacionista entre 75 e 100 milhões de euros (ME), a amortizar num período de 20 a 30 anos, com o objetivo de reestruturar a SAD, que no final da temporada 2024/25 registava 69,45 ME de passivo e 24 ME negativos no capital próprio.

“Existem várias opções. De momento, a via delineada é a do empréstimo obrigacionista através de uma entidade estrangeira, que depois o coloca junto de investidores familiarizados com este género de operações. É a via que, neste momento, pode gerar valor para o Vitória e estruturá-lo”, afirmou, em declarações aos jornalistas, após a apresentação que teve lugar no centro histórico de Guimarães.

Convicto de que esta é a “via mais adequada” para resolver “uma situação financeira complicada”, o economista recordou que o fundo V Sports, que detém 29% do capital, é “um parceiro de enorme importância” e também pode proporcionar “uma alternativa” para a reestruturação da SAD, maioritariamente detida pelo clube de Guimarães, com 67,84% das ações.

Embora as eleições se refiram ao quadriénio 2026-2029, o líder da candidatura ‘Vencer, sentir, crescer’ afirma que o seu programa eleitoral reflete “uma visão para uma década”, incluindo, por exemplo, o incremento das receitas provenientes do Estádio D. Afonso Henriques, seja por meio de camarotes mais lucrativos, seja através de eventos, geridos por uma nova empresa, a Vitória Entertainment.

No que toca ao futebol, Viriato Sampaio recusou-se a esclarecer o futuro do treinador Gil Lameiras, cujo vínculo com o clube vimaranense se estende até junho de 2027, e revelou já ter celebrado um pré-acordo com um profissional para ocupar o cargo de diretor desportivo, alguém com “larga experiência” e conhecimento do mercado brasileiro.

“O modelo que defendemos para o Vitória é o modelo clássico, com diretor desportivo. O Vitória, atualmente, não dispõe de diretor desportivo. Opera em dois mercados muito relevantes e especialmente num, o brasileiro. Em Guimarães, o Vitória sempre teve sucesso com jogadores brasileiros. Quanto ao nome, há um pré-acordo fechado”, afirmou, sem divulgar a identidade desse responsável.

O candidato defende ainda a criação de uma nova academia de futebol para as equipas principal, B e feminina, dotada de um miniestádio, e a melhoria das atuais infraestruturas para potenciar ainda mais uma formação que tem assegurado “resultados excelentes” ao Vitória.

“A nossa formação é imprescindível. Vi o último jogo do Vitória (derrota por 2-0 frente ao Nacional), que não foi bom, mas vi qualidade, toque de bola e jogadores de elevada qualidade. O Vitória tem obtido resultados excelentes com a formação e a academia, tanto a nível financeiro como desportivo. É este o modelo que defendemos”, afirmou.

Entre outras medidas previstas no programa, inclui-se a criação de um fundo estratégico, destinado a canalizar parte das receitas provenientes das transferências de jogadores para “formação, infraestruturas e inovação”, bem como o projeto Vitória Olímpico, que contempla apoio a atletas de alto rendimento, com possibilidades de participação nos Jogos Olímpicos.

Viriato Sampaio é um dos quatro candidatos às eleições de 13 de junho, juntamente com Belmiro Pinto dos Santos (lista A), Júlio Vieira de Castro (lista B) e Rui Rodrigues (lista D), na votação com o maior número de listas na história do clube minhoto, que ocorrerá após a demissão do presidente em funções, António Miguel Cardoso, no dia 14 de abril.