Violência contra árbitros levou a reunião de emergência entre FPF e APAF
José Borges presidente da APAF recebeu de Pedro Proença a notícia de que a Federação Portuguesa de Futebol planeia implementar de imediato mudanças no Regulamento Disciplinar para a época 2026 27 estas mudanças devem ser seguidas pelo Futebol Profissional e pelo Futebol Distrital mantendo o conceito de autorregulação das entidades.
Essas sugestões foram aprovadas numa sessão da Direção na segunda feira 23 de março e pretendem criar um contexto mais protegido para os fãs e participantes nos jogos. Entre as modificações destacam se o endurecimento de punições para vários tipos de faltas disciplinares incluindo
Agressões e comentários insultuosos ou difamadores principalmente aqueles dirigidos aos membros da equipa de arbitragem essencial para proteger os árbitros e a neutralidade inerente ao seu papel
Comentários insultuosos e totalmente opostos aos valores desportivos feitos por líderes desportivos contra outros líderes ou entidades com o objetivo de aumentar a responsabilidade deles especialmente pelo modelo que representam para os fãs e a comunidade
Atitudes discriminatórias por parte dos adeptos para combater de modo mais forte e eficiente questões como racismo xenofobia ou qualquer forma de discriminação
Detenção e emprego de artefactos pirotécnicos como forma clara de enfrentar um problema que causa várias pausas nos eventos desportivos arriscando a segurança física dos espectadores
Do encontro resultou ainda a elaboração de uma iniciativa comum contra a violência no futebol marcada para 25 e 26 de abril deste ano. A iniciativa Stop à Violência ocorrerá nos jogos das competições geridas pela FPF e convidará a participar também a Liga Portugal e as Associações Distritais e Regionais.
José Borges líder da APAF expressou inquietação pelos eventos recentes e defende uma transformação no enfoque.
Os incidentes das últimas semanas deixaram a APAF bastante inquieta. Nesta época a APAF tem se esforçado e alertado para uma viragem de mentalidade. Essa viragem deve envolver ajustes nos regulamentos com um sistema disciplinar que castigue de forma mais concreta esses casos. A parceria com a FPF tem sido completa e agradecemos ao presidente Pedro Proença e toda a sua equipa pelo empenho. As mudanças no Regulamento Disciplinar nas competições da FPF são prova disso. Contamos que a Liga Portugal e o Futebol Profissional se alinhem e submetam as suas sugestões de alterações em Assembleia Geral baseadas no que a APAF propôs e que sejam aceites. Seria um avanço significativo declarou José Borges.
Pedro Proença partilha a inquietação da APAF e crê que as mudanças propostas marcam o início de um ambiente diferente no futebol.
Os acontecimentos das últimas semanas são deploráveis e requerem não só análise mas acções concretas. Estas modificações no Regulamento Disciplinar das competições da FPF já para a próxima temporada constituem o primeiro avanço para um futebol mais protegido. Desejamos que o Futebol Profissional e o Futebol Distrital sigam estas mudanças cruciais para o futuro concluiu o presidente da FPF.
Na segunda feira a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto anunciou que enviaria ao Ministério Público os dados precisos para iniciar uma investigação aos distúrbios no jogo Ponte Frielas Bobadelense da Associação de Futebol de Lisboa onde um treinador atingiu um árbitro com a cabeça.
Um dos casos violentos que motivou o árbitro internacional português Luís Godinho a destacar vários incidentes envolvendo árbitros nos dias mais recentes afirmando que urge uma mudança perante um ciclo de violência que continua.
Um silêncio ensurdecedor O que se passou neste fim de semana nos campeonatos distritais não é só triste é humilhante. Indignante. Intolerável. Mais três árbitros atacados. Mais três casos de violência num ambiente que devia promover formação respeito e ensino criticou o árbitro da associação de Évora numa mensagem nas redes sociais.