Valverde pede perdão, desmente confronto com Tchouaméni e critica delator no elenco
"Ontem ocorreu um episódio com um colega devido a uma acção no treino, onde o desgaste da época e a insatisfação acabam por agravar a situação", iniciou Fede Valverde na sua mensagem, após ter sido diagnosticado com traumatismo cranioencefálico.
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O episódio levou o clube a iniciar um inquérito interno para esclarecer os factos e representa mais uma baixa para o uruguaio no jogo de domingo (10), fora de casa, frente ao Barcelona, num embate que pode coroar o adversário como campeão nacional.
Delator no balneário
"Num balneário comum, estes assuntos surgem e resolvem, se entre nós, sem virem a público. Claramente, aqui existe quem se apresse a relatar, especialmente numa época sem troféus, onde o Real Madrid está sempre no foco e tudo assume maiores dimensões", continuou.
"Hoje houve outra troca de palavras. Na discussão, acabei por bater acidentalmente numa mesa e causei um pequeno corte na testa, o que requereu uma visita de rotina ao hospital. Em momento algum o meu colega me atacou e eu também não o fiz, apesar de compreender que para o público é mais simples acreditar numa troca de murros ou num acto intencional, mas nada disso se passou", assegurou.
"Sinto que o meu descontentamento com o ocorrido, a frustração de ver que alguns de nós chegamos ao fim da época no limite, a dar tudo, me levou ao ponto de confrontar um colega".
Pedidos de desculpa sinceros
O jogador mostrou-se tocado e pediu perdão pelo sucedido numa fase final da época, em que o Real continua irregular e a desiludir os adeptos, sem as ansiadas conquistas na Champions e na LaLiga.
"Peço perdão. Peço do fundo do coração porque esta situação me afecta, dói, o momento que atravessamos. O Real Madrid é uma das partes mais importantes da minha vida e não fico indiferente. O resultado é uma acumulação de factores que levam a uma altercação sem sentido, a prejudicar a minha imagem, a criar dúvidas, invenções, calúnias e exageros sobre um acidente. Não duvido de que qualquer desacordo fora do relvado desaparece dentro dele, e se tiver de defender o meu colega no estádio, serei o primeiro" , declarou.
"Não pretendia pronunciar, me até ao fim da época, fomos afastados da Champions e guardei a fúria e o ressentimento. Perdemos mais um ano e não tinha disposição para partilhar nada nas redes sociais, pois o único local onde devia mostrar a cara era em campo, e sinto que o fiz. Por isso, sou quem mais se entristece e se sente mal por esta situação que me impede de jogar o próximo encontro por decisão médica, porque sempre fui até ao fim, até às últimas consequências, e dói mais em mim do que em ninguém não poder actuar. Estou disponível para o clube e para os colegas ajudarem no que for preciso. Obrigado", concluiu.