Uma temporada de altos e baixos para Valverde

Uma temporada de altos e baixos para Valverde

Fede Valverde é um dos líderes do Real Madrid. Desde que chegou à equipa principal em 2018, afirmou-se no onze merengue. Primeiro como alternativa sob o comando de Solari. Depois, ganhou experiência com Zidane até tornar-se imprescindível para Carlo Ancelotti.

No último ano, no entanto, o uruguaio viveu uma época bastante complicada: não se entendeu com Xabi Alonso, recusando-se, inclusive, a jogar como lateral direito em alguns jogos. Teve alguns lampejos com Álvaro Arbeloa, como aquele hat-trick frente ao Manchester City mas, mais tarde, o seu rendimento caiu a pique na fase mais importante da temporada. 

Além disso, esteve envolvido num escândalo extradesportivo (ao envolver-se numa discussão com Tchouaméni, seu colega de equipa) que, a longo prazo, impediu-o de disputar o último Clássico da época. Foi sancionado pelo Real Madrid e viajou para o Uruguai em busca de um momento de tranquilidade longe do caos do Bernabéu.

Mais caos no Uruguai

No Uruguai, o ambiente esteve tudo menos calmo. Valverde, capitão da seleção celeste, mostrou-se bastante incomodado durante o último jogo com o Uruguai. O médio foi substituído quando a sua equipa precisava de um golo. Tapou a boca e dirigiu algumas palavras a membros da equipa técnica de Bielsa antes de se sentar no banco de suplentes.

A sua atitude foi questionada no Uruguai. Os celestes, eliminados na fase de grupos do Mundial (a única equipa da Conmebol a cair na primeira fase), foram a desilusão da América do Sul.

Valverde terá agora férias para tentar recuperar terreno. No Real Madrid espera-o José Mourinho, um treinador que não costuma ser muito paciente com escândalos extradesportivos e com jogadores que mostram mais sombras do que luzes.