Trump afirma que a Australia vai dar asilo a certas jogadoras da equipa de futebol feminina do Irao

Trump afirma que a Australia vai dar asilo a certas jogadoras da equipa de futebol feminina do Irao

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou esta segunda feira (9) que a Australia aceitou conceder asilo a algumas jogadoras da equipa feminina de futebol do Irao que recusaram cantar o hino nacional durante um jogo no pais, no contexto da guerra no Medio Oriente.

"Acabei de conversar com o primeiro ministro australiano, Anthony Albanese, acerca da equipa feminina de futebol do Irao. Ele esta a tratar do assunto! Cinco delas ja foram recebidas", disse Trump na sua rede social Truth Social, menos de duas horas apos uma publicacao inicial a incentivar a Australia a acolhe las.

Trump acrescentou que "algumas, todavia, acham que deviam voltar (ao Irao) por estarem preocupadas com a seguranca das suas familias, incluindo possiveis ataques contra esses familiares caso nao regressem".

O anuncio do presidente norte americano surge pouco depois de Reza Pahlavi, filho do ultimo xa do Irao, ter solicitado garantias para a protecao das atletas, que se encontram em territorio australiano para o Campeonato da Asia.

As 26 elemento da delegacao iraniana chegaram a Australia alguns dias antes do inicio dos bombardeios israelitas e norte americanos que resultaram na morte do lider supremo, o ayatola Ali Khamenei.

"As jogadoras da equipa feminina de futebol do Irao estao sob forte pressao e a serem ameaçadas pela Republica Islamica", escreveu Pahlavi na rede social X.

"Elas arriscam sofrer graves consequencias se voltarem ao Irao. Apelo ao governo australiano para que garanta a sua seguranca e proporcione todo o apoio necessario", completou.

As jogadoras ficaram em silencio enquanto o hino nacional iraniano tocava antes do primeiro jogo do torneio, mas cantaram no nas partidas subsequentes.

Esse comportamento foi visto como um gesto de rebeldia, e um apresentador da televisao estatal chamou lhes de "traidoras em tempos de guerra", que representam "a maior desonra".

Contactado pela AFP, o Ministerio do Interior australiano disse que "nao podera comentar situacoes individuais".

De acordo com Zaki Haidari, activista da Amnistia Internacional, as atletas correm o risco de serem perseguidas se regressarem ao seu pais.

"E provavel que algumas delas ja tenham visto as suas familias ameaçadas", acrescentou Haidari a AFP.

Ao ser contactada, a embaixada iraniana na Australia nao respondeu.