Taça de Inglaterra: Manchester City lida com cansaço antes do jogo decisivo contra o Chelsea
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A formação de Guardiola integra uma última esforço para apanhar o Arsenal, líder da Premier League, porém as escassas chances de campeonato ficam adiadas neste fim de semana enquanto se dirigem a Wembley pela possibilidade de conquista dupla nas competições coperárias.
O City, vencedor do Arsenal na final da Taça da Liga em março, defrontou o Crystal Palace pela Premier League na quarta-feira e só regressa ao campeonato três dias após o embate com o Chelsea, na viagem a Bournemouth.
Ainda que Guardiola tenha promovido seis mudanças para o triunfo de 3-0 sobre o Palace, deixando o conjunto a dois pontos do Arsenal com dois encontros por fazer, o técnico do City receia que o apertado calendário possa beneficiar o Chelsea na final.
"Após a Taça de Inglaterra, vem o Bournemouth, jogamos a cada três dias. O Chelsea dispõe de uma semana em casa para treinos e preparação da final. Precisamos de nos deslocar a Londres. Eles ficam em casa com a família. Logo, trata-se de cansaço acumulado repetidamente", declarou.
Guardiola procurou reduzir o esforço físico poupando Erling Haaland, Rayan Cherki e Jeremy Doku, que ficaram no banco contra o Palace.
"Confio plenamente em todo o elenco, incluindo os que não entraram no jogo com o Palace. Todos são excelentes. Achava necessário mais vitalidade. Savinho, Antoine (Semenyo) e Omar (Marmoush) portaram-se de forma notável. Agora, vamos recuperar e concentrar-nos na final", referiu Guardiola.
O City compete na final da Taça de Inglaterra pela quarta temporada seguida, um feito inédito, mas falhou nas duas anteriores, ante o Crystal Palace em 2025 e o Manchester United há dois anos.
Guardiola ergueu a Taça de Inglaterra duas vezes, em 2019 e 2023, e um novo sucesso traria o seu 20.º título desde a chegada ao City há dez anos.
Fase de turbulência
A dúvida sobre o porvir de Guardiola marcou toda a temporada e, com mais um ano de vínculo contratual, ainda não revelou planos de permanência ou saída ao fim desta época.
Por enquanto, o treinador de 55 anos anima-se com nova ida a Wembley.
"É um gosto visitar o templo do futebol inglês para a final. Que o desfecho supere as duas ocasiões recentes", enfatizou.
O vasto currículo de Guardiola e a sua rica bagagem opõem-se claramente ao de Calum McFarlane, interino e novato ao comando do Chelsea. McFarlane tomou as rédeas após a demissão de Liam Rosenior em abril, findos 106 dias de função.
O ex-treinador dos sub-21 do Chelsea situa-se na posição invulgar de guiar os blues na final sem perspectivas concretas de fixação no posto. Marca a segunda interinidade de McFarlane esta temporada. Após a saída de Enzo Maresca em janeiro, impediu o City de se sagrar campeão com um empate de 1-1 no Etihad.
A rotação de treinadores no Chelsea reflete o caos no clube desde que os donos BlueCo substituíram Roman Abramovich em 2022.
O Chelsea acumula sete jogos sem vencer no campeonato, sequência que afasta quase por completo as chances de acesso à Liga dos Campeões.
Alcançar a Taça de Inglaterra pela primeira vez desde 2018, encerrando oito anos sem distinções nacionais, só suavizaria em parte as marcas de uma temporada tão conturbada.