Somália lamenta proibição de entrada de árbitro no Mundial e pede esclarecimentos
Em nota oficial, o Ministério da Juventude e Desporto da Somália referiu que está a trabalhar em conjunto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros para, “por meios diplomáticos”, contactar “as entidades competentes dos Estados Unidos e da FIFA, solicitando esclarecimentos precisos sobre esta matéria”.
Consulte a tabela do Mundial“Toda esta situação é de lamentar”, refere o comunicado, acrescentando que Artan “sempre representou o país e o desporto somali com profissionalismo”.
No comunicado, a convocação de Artan para o Mundial, que tem início na quinta-feira (11), foi considerada “uma fonte de orgulho para todos os somalis e um reflexo do crescimento sustentado do desporto no país”.
Árbitro somali impedido de entrar nos EUA para arbitrar o MundialOmar Abdulkadir Artan, de 34 anos, mencionado no comunicado, agradeceu “à família do futebol” as mensagens de apoio que recebeu, e desejou “muito êxito” a todos os colegas que estarão presentes no Mundial.
“Apesar das circunstâncias, mantenho uma atitude positiva e estou focado nos próximos desafios da minha carreira como árbitro”, declarou.
Na segunda-feira, foi negada a Omar Abdulkadir Artan autorização para entrar nos Estados Unidos, um dos três países que irão acolher o Mundial, a par do Canadá e do México.
Em nota, a FIFA confirmou que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem arbitrar jogos do Mundial, após lhe ter sido recusada a entrada nos Estados Unidos.
A entidade organizadora do evento informou que “não interfere nos procedimentos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos”, e que foi notificada pelas autoridades de que “a situação do senhor Artan não será modificada neste momento”.
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