Serie A: Roma conquista vitória dramática em Parma com dois golos após os 90 minutos (2-3)

Serie A: Roma conquista vitória dramática em Parma com dois golos após os 90 minutos (2-3)

Parma 2-3 Roma

Com o foco em pontuar na disputa pela Liga dos Campeões, a Roma entrou em campo no estádio do Parma contando com Dybala e Soulé a apoiar Malen. A estratégia passava por explorar brechas no solo para surpreender uma das defesas mais compactas de Itália. De facto o time de Cuesta surgiu determinado a criar problemas, gerando ameaças via Elphege e Strefezza, os atacantes principais.

Passados quinze minutos, surgiu a Joya que de volta ao onze titular recuperou o fulgor habitual. Colocado no flanco esquerdo, o argentino ditou o ritmo com sua habilidade refinada e visão de jogo. Percebendo o congestionamento no centro, recuou para receber a bola e encetar sua exibição individual.

Initialmente, executou um passe de trivela para Mancini, que invadiu a área e sofreu falta dura de Valenti, mas o juiz considerou válida. Em seguida, capitalizou uma recuperação de Koné no meio para lançar Malen de imediato, que à beira da área chutou com o pé direito marcando o primeiro da Roma. Insatisfeito, Dybala ainda avançou pela esquerda e centrou para Soulé, isolado na pequena área, que acertou a trave esquerda de Suzuki.

Ofendida, a Parma respondeu apostando em contra ataques velozes. Strefezza mostrava atividade, mas em uma boa transição finalizou por cima ao tentar curva. Valeri pelo lado esquerdo insistia e acelerou em duas ocasiões, sem êxito porém.

Menos participativo que no início, Dybala ainda assim destacou se ao achar um espaço improvável para Hermoso, cujo lance não prosseguiu pois faltou quem desviasse o centro rasteiro. Logo após, Ndicka errou um recuo para Svilar, que mal barrou Strefezza vigilante.

O arranque do segundo tempo coube ao Parma que dominou logo aos dois minutos quando Hermoso perdeu posse no meio e Nicolussi Caviglia partiu pela direita. O jogador manteve a serenidade, devolveu para Strefezza que controlou, preparou o pé direito e atirou um chute rasteiro impossível para Svilar.

Essa foi a resposta ducal que prosseguiu mesmo com a substituição do artilheiro por lesão. Entrou Pellegrino que em breve cabeceou no lance da virada, mas o tento foi invalidado por impedimento de Troilo, adiantado perante o goleiro romano.

Após uma hora, o jogo desacelerou um pouco com o cansaço evidente nas duas equipas. Gasperini buscou refrescar o time com Pisilli e El Aynaoui, e foi o franco marroquino a originar a chance clara para Malen. Contudo o chute do holandês de posição ideal saiu centralizado e Suzuki agarrou firme. Antes, Ordoñez havia tentado de longe, mas a bola passou rente à trave.

Precisa de vencer, a Roma aumentou a intensidade, e apenas uma defesa providencial de Circati impediu Pisilli na sobra, enquanto Ghilardi cabeceou para fora. Pellegrino sobressaiu entre os emilianos tanto nos embates centrais quanto na armação.

Os instantes derradeiros pareciam tranquilos, mas o Parma achou o golpe decisivo graças à criatividade de Estevez recém entrado, que curvou a bola para Keita avançar fulminante na área da Roma: dribla seco e finalização veloz de pé direito ao fundo. Nas arquibancadas, a mãe do atleta festejou o Dia da Mãe na Itália e os 24 anos do filho autor do gol.

Contra as cordas, a Roma lutou pelo empate pelo menos. Aos ducali cabia resistir, e em um escanteio pela esquerda a bola se embolou na área entre pernas diversas. Após desvio, Rensch vigiava e chutou de pé direito superando Suzuki para o 2-2.

Todavia nada se definira ainda. Pois aos 90+6, um centro da direita achou o holandês bem postado do outro lado, que pediu pênalti por infração sofrida. O VAR confirmou, e dos onze metros Malen mostrou frieza ao bater com determinação para o 2-3 definitivo. Um gol que pode significar a Liga dos Campeões.