Scaloni baixa a tensão: "Contra Inglaterra é apenas um jogo de futebol"
Recorde as incidências do encontro
O duelo de quarta-feira em Atlanta será disputado 40 anos depois da recordada vitória da Argentina por 2-1 frente à Inglaterra nos quartos de final do Mundial do México.
Esse triunfo, no qual Diego Maradona conseguiu um bis de golos conhecidos como o Golo do Século e a Mão de Deus, significou mais do que um êxito desportivo para um país ainda com as feridas abertas pela derrota na Guerra das Malvinas contra o Reino Unido quatro anos antes.
"Vai ser um jogo de futebol", disse Scaloni na sala de imprensa de Kansas City, quando questionado sobre a sua mensagem para os adeptos antes do encontro frente à equipa de Tuchel.
"A mensagem é que é um jogo de futebol. Não procuremos outra coisa. Vamos defrontar uma grande seleção, que tem um grande treinador, por quem tenho muito apreço e admiração", concluiu.
Depois de mais uma exibição pouco convincente frente à Suíça, Lionel Scaloni elogiou a entrega e a crença dos seus jogadores após um terceiro triunfo consecutivo de cortar a respiração.
Depois de estar encostado às cordas frente a Cabo Verde e ao Egito, um golo de Julián Álvarez ao minuto 112 quebrou o muro suíço.
"Vencemos pela ambição"
A equipa europeia jogava desde o minuto 72 com menos um jogador devido à expulsão de Breel Embolo, que viu o segundo cartão amarelo por simular uma queda.
"Hoje não estivemos como queríamos", afirmou o selecionador perante os meios de comunicação. "Foi um jogo complicado e difícil, sabíamos que ia ser assim", acrescentou.
"Vencemos pela ambição, porque não queríamos chegar aos penáltis", referiu. "Foi mais pela vontade de ganhar do que pelo futebol apresentado", expressou também o técnico.
O antigo jogador reconheceu que a expulsão de Embolo, que considerou estar de acordo com o regulamento, foi uma enorme ajuda para ultrapassar a situação.
"Tirando o jogo de hoje, estou satisfeito com o desempenho da equipa", considerou.
"Sofremos, mas para chegar a uma meia-final de um Mundial é muito difícil não sofrer. No Catar também sofremos, mesmo jogando melhor do que hoje", recordou.