SAD do Boavista assegura "compromisso total" na proteção dos interesses do emblema

SAD do Boavista assegura "compromisso total" na proteção dos interesses do emblema
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A Boavista SAD, em coordenação próxima com os acionistas, segue de perto o desenrolar dos acontecimentos e reforça o seu compromisso absoluto na proteção dos interesses da instituição e dos seus sócios, atuando com dedicação para garantir a sua persistência, equilíbrio e crescimento a médio e longo prazo, indica, num comunicado, a entidade dirigida pelo antigo jogador senegalês Fary Faye.

O Estádio do Bessa, residência do Boavista durante 22 anos, e o complexo desportivo adjacente, localizado no Porto, serão leiloados após 27 de abril por 38 milhões de euros (ME), no contexto da insolvência dos axadrezados, conforme anunciado pela leiloeira LEILOSOC Worldwide, que esclarece que o património do clube está repartido em dois lotes principais, os quais podem ser arrematados juntos ou de forma independente.

Esta notícia apanhou de surpresa a direção do clube e os adeptos organizados, que se unem no objetivo de impedir esta ocorrência.

É essencial afirmar com nitidez: com o Boavista Futebol Clube em fase de liquidação, a venda de bens não é, por si, inaceitável. Contudo, para que tal se realize, o procedimento deve prosseguir até ao termo, e é exatamente isso que esta direção se esforçará por impedir, afirmou o presidente do clube, Rui Garrido Pereira.

Os Panteras Negras consideram recorrer aos tribunais, uma vez que prometem não tolerar que o património, construído com o esforço de várias gerações, seja alienado sem esgotar todos os recursos legais disponíveis.

Neste contexto, a SAD do clube compromete-se com um acompanhamento diligente e enfatiza que permanece totalmente dedicada à preservação do Boavista e de todos os seus bens.

Recorde-se que o acionista principal, como largamente noticiado, tem fornecido, de modo ininterrupto, desde o início de 2026, o apoio financeiro essencial ao funcionamento normal do Boavista Futebol Clube, assegurando também a manutenção das suas operações, inclusive em cenários de grande dificuldade, indica a SAD.

O espaço desportivo, remodelado e aberto há 22 anos, parte com uma licitação inicial de 31 ME, ao passo que o complexo adjacente, apto para iniciativas imobiliárias, inicia com 6,8 ME, permitindo a aquisição dos bens de modo separado ou combinado.

O Estádio do Bessa acolheu o derradeiro encontro em maio de 2025 e está proibido de uso pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Com uma área de construção bruta aproximada de 78 mil metros quadrados, o Estádio do Bessa Século XXI possui 11 níveis, abrangendo o relvado principal, zonas administrativas, um restaurante, alojamento para jogadores e um parque de estacionamento coberto.

O leilão realiza-se num período de declínio gradual da instituição, que regista dívidas que ultrapassam 150 ME.