Rui Borges: "Não nos podemos descuidar, já nos descuidámos muito"

Rui Borges: "Não nos podemos descuidar, já nos descuidámos muito"

Acompanhe o Rio Ave contra o Sporting no Flashscore

Rio Ave: "Precisamos de ser um Sporting que cobra muito de si próprio. Continuamos na disputa pelo segundo posto, faltam três partidas para acabar a temporada, além de uma final da Taça. É essencial gerar essa cobrança para bater um Rio Ave que, mesmo sem os melhores desempenhos recentemente, teve uma segunda metade de campeonato sólida com a manutenção assegurada. Eles nada têm a perder. Trouxeram reforços úteis em janeiro, tanto na defesa como no ataque. São potentes nos lances rápidos e bem preparados fisicamente. Enfrentaremos vários obstáculos. Admiro o futebol do Rio Ave em diversas partidas. Evoluíram consideravelmente comparado à primeira fase. Devemos manter essa cobrança pessoal e em grupo, pois temos metas a atingir".

Rodrigo Zalazar: "Podem repetir isso à vontade. Nos dias recentes, discute-se mais o mercado do que o resto. Não comento atletas de equipas rivais. Tenho três encontros pela frente com metas definidas. Nem devo. Dá a impressão de que estamos em junho ou julho. Não faz sentido opinar sobre qualquer reforço. Concentro-me nos nossos alvos".

João Palhinha: "Não venho aqui discutir o Palhinha. Compreendo o interesse de vocês e aceito que perguntem, mas evito falar de futebolistas de outros clubes. Sinceramente, ainda ignoramos o que acontecerá com as saídas, quanto mais com as chegadas. Dedico-me por completo a estes três jogos, que ainda nos oferecem muito e não podemos relaxar, pois já relaxámos em excesso."

Lesionados: "Ninguém regressou. Mantêm-se os mesmos fora de combate e o Nuno Santos continua incerto."

Liderança, usando o caso do Real Madrid como referência: "Em equipas de topo, o desafio reside nisso: gerir no dia a dia tantas pessoas no nosso círculo, como atletas, equipa técnica. Tudo isso. Trabalha muita gente. Lidar com personalidades fortes é rotina. No caso que mencionou, apenas craques com egos elevados, históricos impressionantes, torna a tarefa árdua. Gerir isso é complicado. Questões quotidianas surgem em todos os clubes, talvez sem tanta intensidade. O melhor para um técnico é observar o coletivo e notar que todos se valorizam e reconhecem o valor mútuo. Cada um contribui do seu modo, e os companheiros confiam. 'Eu destaco à minha maneira e ele à dele'. Nesse ponto, sorteio de ter um grupo que se estima bastante. Isso conta imenso. Vem em parte do esforço da staff técnica, com vários membros. Existem excelentes preparadores no relvado, em termos de sessões, mas há o outro lado, conquistar a confiança dos jogadores para os convencer e aproximar. Sem essa crença, de nada serve. A comunicação flui, mas não deixa marca. O maior obstáculo é envolver os atletas de alguma maneira e fazê-los aderir à ideia. As personalidades fortes complicam, e nem sempre se consegue equilibrar. Essa é a principal barreira para os treinadores atualmente".

Diogo Travassos: "O Travassos pertence ao Sporting, realizou uma época notável e tudo aponta para que se junte ao grupo no arranque da próxima temporada. A expectativa é essa. É elemento do nosso emblema, brilhou com golos e passes decisivos. Actua numa zona não habitual, como extremo ou flanco, mas progrediu. Fez duas épocas sólidas na Liga, o que o beneficia. É talento para grandes palcos e demonstrou isso ao merecer o lugar. Alegro-me com o seu percurso este ano."

Daniel Bragança: "O Dani lidera, é peça chave no coletivo e vinculado ao Sporting. Quanto à extensão do vínculo, isso não depende só do técnico. Envolve treinador, direcção, atleta, vários aspectos que precisam alinhar para uma renovação. É nosso e prevemos o seu contributo na próxima época. Aguardaremos o desfecho."

Concentração dos atletas na fase decisiva: "Peço atenção total, cobrança, seriedade e compromisso profissional. Nestes derradeiros 15 dias, uma formação que ambicionava todos os troféus já não pode ser campeã. Resta-nos a Taça e devemos mantê-los motivados, pois o esforço é brutal. Preservar o mesmo ímpeto é duro. Representa um teste enorme. Depende muito deles. A minha orientação vai nessa direcção. Estamos cheios de expectativas, depois esvaziamos e recarregar é complicado. Na final, estarão ao máximo, mas no quotidiano o fadiga pesa. É normal que não andem no pico de entusiasmo. Cai a vontade, após tudo o que foi esta temporada. Eu próprio sinto: deslocações, imprensa. Meses intensos com essa pressão constante. Já não atingiremos o objectivo principal, o título nacional, e os jogadores ressentem isso. Essa é a etapa mais árdua."

Condição física dos novos contratados no futuro mercado: "Sempre consideramos esse factor. Analisamos em detalhe, sem dúvida, em toda a aquisição. Talvez seja o critério inicial, mas como o presidente indicou, certas coisas escapam ao nosso controlo. Prevejo que em quatro anos os clubes contem com 50 efectivos. Com o número de partidas, saímos eliminados em instantes cruciais. O Sporting não possui recursos para um elenco de 40 nomes ao mesmo nível. No entanto, o que gerimos, escrutinamos ao pormenor. É um dos primeiros filtros em qualquer entrada. O resto fica fora do nosso alcance".

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