Rosário acredita que a humildade e a entreajuda da Taça de Portugal vão conduzir o Torreense à Liga

Rosário acredita que a humildade e a entreajuda da Taça de Portugal vão conduzir o Torreense à Liga

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Autor de 11 golos na equipa que voltou à elite do futebol português na temporada 1991/92 e desceu de divisão de imediato, terminando no 16.º lugar, o antigo jogador e agora treinador elogiou o clube de Torres Vedras por “estar a colher os frutos do trabalho que está a realizar”, salientando que a equipa orientada por Luís Tralhão pode vencer no campo do Casa Pia, na segunda mão do play-off de acesso à Liga, na quinta-feira às 20:00, em Rio Maior.

“Acredito que o Torreense pode vencer em casa do Casa Pia. Pela entreajuda e humildade que vi na final da Taça de Portugal, acredito que vai subir. Aquela cidade merece a Liga”, afirmou à Lusa o treinador de 61 anos, que comanda o Fontelas, equipa que participa nos campeonatos da Associação de Futebol de Vila Real.

Apesar do feito inédito de domingo, em que o Torreense se tornou a primeira equipa de um escalão secundário a ganhar a prova rainha, depois de derrotar o Sporting (2-1, após prolongamento), Rosário considera injusto que a final no Estádio Nacional tenha sido disputada a meio do play-off, depois do empate da primeira mão, em Torres Vedras, a 20 de maio.

Embora chegue ao jogo decisivo “mais desgastado do que o Casa Pia”, o Torreense “foi superior” aos gansos no primeiro confronto entre o 16.º classificado da Liga e o terceiro da Liga 2, tendo apenas faltado o golo, recordou o antigo avançado.

Natural de Castanheira do Ribatejo, no concelho de Vila Franca de Xira, Rosário lamenta “a lesão no perónio” que o impediu de jogar nas últimas cinco jornadas do campeonato de 1991/92 e de contribuir para uma possível permanência de um clube a que ainda está grato.

Embora se assuma sportinguista, o ex-futebolista do Torreense, Vitória FC e Boavista apoiou, no domingo, o clube que representou entre as temporadas 1987/88 e 1992/93 e confessou ter ficado emocionado com a dimensão do apoio ao emblema de Torres Vedras no Jamor.

“Foram as minhas duas equipas na final, mas o Torreense abriu-me as portas para me tornar profissional. Estará sempre no meu coração. Vibrei muito. Ver toda aquela gente foi espetacular. A cidade é fantástica. Só tenho de agradecer tudo o que fizeram por mim. Apoiei o Torreense, e as coisas correram bem”, confessa.

O Torreense conta com seis presenças no principal escalão do futebol nacional, tendo sido relegado nas três últimas, 1991/92, 1964/65 e 1958/59, esta última após três temporadas consecutivas entre os grandes.