Ronaldo teve recorde de 17 substituições com Jesus, 14 no último quarto de hora

Ronaldo teve recorde de 17 substituições com Jesus, 14 no último quarto de hora

Na conferência de apresentação como sucessor do espanhol Roberto Martínez, o ex-técnico de Benfica e Sporting, entre outros clubes nacionais e estrangeiros, foi questionado sobre a gestão do avançado e capitão da equipa das quinas, recordista de internacionalizações (233) e golos (146).

“Na época passada, o Al Nassr disputou 50 jogos e ele fez 31. No campeonato, substituí-o por 16 vezes e nunca nos confundimos em relação ao que era ele como jogador e às decisões que eu tinha de tomar como treinador”, afirmou Jorge Jesus, na Cidade do Futebol, em Oeiras.

Numa análise às 37 partidas realizadas com o novo selecionador luso, em 49 possíveis, Ronaldo alinhou sempre de início e foi totalista por 20 vezes, sendo rendido em 17 e somando ainda uma como suplente não utilizado, numa campanha em que comemorou um inédito título de campeão saudita.

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O avançado, de 41 anos, marcou 30 golos e fez quatro assistências na terceira época completa pelo Al Nassr, com a particularidade de nunca ter sido tantas vezes substituído, após acumular duas saídas durante os jogos na segunda metade de 2022/23, nove em 2023/24 e 10 em 2024/25.

Das 17 vezes em que não completou um embate em 2025/26, Ronaldo só foi rendido ao intervalo em 24 de dezembro do ano passado, quando assistiu na goleada caseira sobre os iraquianos do Al-Zawra’a (5-1), para a sexta e última jornada do Grupo D da primeira fase da Liga dos Campeões asiáticos 2, competição da qual o clube de Riade seria finalista derrotado.

O dianteiro terminou outros dois jogos a meio da segunda parte, aos 57 e 67 minutos, sendo que, nos restantes 14, foi substituído em sete no quarto de hora final, dos 75 aos 85, e em outros tantos a partir dos últimos cinco minutos do tempo regulamentar, acrescidos de período de compensação.

Nos 17 desafios em que não completou os 90 minutos na época passada pelo Al Nassr - 13 para o campeonato, três da Liga dos Campeões asiáticos 2 e um na final a quatro da Supertaça saudita -, Ronaldo marcou em 11 e assistiu em três, num total de 13 tentos e três passes para golo.

Além dos compromissos pelo clube, o avançado foi utilizado no mesmo exercício em 12 dos 15 encontros da seleção portuguesa, que fez seis de qualificação para o Mundial-2026, cinco na respetiva fase final e quatro particulares, todos com Roberto Martínez, antecessor de Jorge Jesus.

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Titular no eixo ofensivo, Ronaldo foi substituído nas duas primeiras e na quarta jornada do Grupo F de apuramento europeu, antes de, à quinta, averbar a única expulsão ao serviço de Portugal na derrota na República da Irlanda (2-0), em 13 de novembro de 2025, que o fez falhar por suspensão a goleada na receção à Arménia (9-1), decisiva para a nona presença, e sétima seguida, na principal prova internacional de seleções.

Uma lesão muscular na coxa direita sofrida no final de fevereiro pelo Al Nassr afastou em março o capitão da convocatória para os jogos de preparação no México (0-0) e nos Estados Unidos (2-0), dois dos coanfitriões do Mundial-2026, sem impedir a sexta participação no torneio.

Já no estágio de junho, Ronaldo ainda foi rendido nos particulares com Chile (2-1), ao intervalo, e Nigéria (2-1), aos 64 minutos, cenário que só se repetiu por uma vez na fase final, em que Portugal cumpriu cinco embates.

O avançado saiu aos 81 minutos frente à Croácia (2-1), nos 16 avos de final, decididos nos descontos com um golo do suplente Gonçalo Ramos, alternativa na frente de ataque, mas foi totalista na vitória sobre o estreante Uzbequistão (5-0) e nos empates com República Democrática do Congo (1-1) e Colômbia (0-0), todos do Grupo K, e na derrota com a campeã europeia (1-0), nos oitavos, que fez Martínez sair três anos e meio depois.

Autor de dois golos aos uzbeques e um diante dos croatas, para se tornar recordista de tentos por Portugal em Mundiais, com 11, Ronaldo garantiu ter disputado a prova pela última vez e avaliará a continuidade na seleção.

“Nunca será um problema. O Cris é um símbolo do futebol português, da seleção e do país e vai ficar sempre na história. Tive um grande prazer em trabalhar com ele. É facílimo, desde que percebamos onde podemos chegar nesta relação entre treinador e jogador. Será sempre ele a decidir o que quer fazer e vamos conversar sobre isso. Sempre me disse que quer continuar no Al Nassr. Agora, como todos, a partir do momento em que esteja a jogar e possa ser selecionado, vou fazê-lo com um limite e as condições que achar que são as melhores”, afirmou Jorge Jesus.