Roberto Martínez e as dificuldades com a Colômbia: “Precisávamos disto”
Reveja aqui as principais incidências da partida
Análise: “Foi um jogo muito exigente, esperávamos isso. Condições climatéricas, uma equipa sul-americana que leva o jogo a partir. Acho que para nos foi um teste valioso, porque precisávamos disto para saber levar o jogo para onde queremos, forçamos os ataques, precisamos de controlo de bola, utilizar mais o talento de jogadores como Vitinha. Num jogo assim mostrámos muito carácter para manter a baliza inviolada, o Diogo Costa a grande nível, muita intensidade defensiva. Ajuda a ajustar, alinhar e crescer para o que precisamos de fazer agora no Mundial que é totalmente diferente. É avaliar os três jogos e preparar a equipa para o próximo jogo”.
O que falta: “Tentámos ganhar. Não era o jogo que queríamos, temos de respeitar a Colômbia, tem muita qualidade. Era muito importante utilizar muitos jogadores tivemos 21 jogadores. Vamos ajustar muito aspetos. No Mundial nem sempre corre como esperamos, temos de estar preparados para ajustar e acho que a equipa reagiu bem. A Colômbia teve muitos remates de longe e foi um jogo onde defendemos a área muito bem e agora é ajustar, melhorar e levar o jogo para onde queremos, que é ter mais controlo de jogo e posse de bola e utilizar melhor o talento individual que temos. Faz parte do Mundial”.
Alterações: “Cristiano Ronaldo é o avançado, com movimentos na área e é muito importante para sincronizar os movimentos com ele. É isso que faz parte de crescer como equipa. Está bem fisicamente, controlamos a informação física ao vivo. Temos 4 dias para recuperar".
Intensidade: “Foi um jogo fantástico, duas equipas já apuradas e o terceiro podia ser uma formalidade. Não foi isso, duas equipas focadas em ganhar, chegar à baliza. Fiquei muito satisfeito com a intensidade defensiva, como conseguimos manter a baliza a zero e isso ajuda muito para poder melhorar e ajustar bem a nossa estrutura. A realidade é que tivemos três jogos, dois empates, uma vitória e a equipa agora está preparada para o que falta”.
Candidato: “Nunca mudei a nossa ideia. O primeiro Mundial são três jogos, e a equipa pode enfrentar momentos difíceis e encarar com responsabilidade e esforço. Estou muito satisfeito. Agora estamos apurados, o primeiro Mundial acabou, agora é preparar a Croácia, que conhecemos bem, uma equipa europeia e agora queremos continuar com o nosso objetivo que é tentar ganhar todos os jogos. O processo não muda”.
João Neves no banco: "Se o foco é ganhar o Mundial, precisamos de crescer. Não há uma equipa nos Mundiais que ganha todos os jogos por 3-0. Isso não é futebol. Hoje foi um jogo exigente, em condições climatéricas difíceis, contra uma equipa sul-americana que gosta de duelos. Precisámos de sofrer muito. O jogo abriu muito e não queríamos que fosse assim. E precisámos de defender a área com muita intensidade. O Diogo Costa esteve muito bem e foi o jogo perfeito e um teste valioso para podermos crescer"."
Avaliação positiva: “Precisamos de jogos diferentes para chegar ao nível máximo. O adversário tem qualidade, há momentos que é importante poder defender a área, o nível do Diogo Costa é fantástico. Agora é melhor aspectos, ganhar ou perder hoje não é pensar se ajuda a ganhar o Mundial ou não. Se o objetivo é fazer oito jogos, o caminho não faz a diferença. Tentámos ganhar o jogo, o adversário também”.
Cristiano Ronaldo: “Não comparamos jogadores, tomamos decisões relativamente a cada um. Vamos monitorizando toda a informação ao vivo durante o jogo, tudo o que fazemos os treinos. Tivemos a energia do João Neves e Diogo Dalot por 45 minutos, são posições diferentes, com necessidades diferentes. Ronaldo está quase sempre no sítio certo, mentalidade forte, disciplinado na posição, a questão física não é tema, pode jogar 90 minutos. Talvez no próximo jogo tenhamos de fazer alguma alteração, vamos vendo a informação”.
Croácia semelhante à Colômbia: “É uma equipa totalmente diferente, uma é europeia outra é sul-americana. Ao nível da ideia do jogo e do espaço que procuram, não fomos surpreendidos com as ideias da Colômbia. Sabemos que gostam de abrir o jogo, partir o jogo, encontrar espaços intermédios”.