Renato Veiga recorda triunfo na Liga das Nações: "Sinto arrepios sempre que penso nisso"

Renato Veiga recorda triunfo na Liga das Nações: "Sinto arrepios sempre que penso nisso"

Veja os lances e o relato do jogo

Afirmação na seleção: "Aconteceu de forma natural. Esforço-me todos os dias para dar o meu melhor. Fui muito bem recebido desde que aqui cheguei, o que torna tudo mais fácil. São pessoas que, apesar de serem grandes jogadores, são muito acessíveis e humildes. Isso ajuda no trabalho."

Ligação com Rúben Dias: "O nosso balneário é a nossa maior vantagem. O ambiente na seleção é excelente. São ótimas pessoas, grandes seres humanos. Independentemente de quem jogar, todos darão o máximo por Portugal. Existe sempre uma forte concorrência, Portugal é uma das melhores seleções do mundo, mas a nossa competição está no exterior, no Mundial, e quem estiver em campo dará o seu melhor por Portugal."

Exigência do Mundial após temporada longa: "Atualmente há cada vez mais partidas, mas preparamo-nos da melhor maneira para isso. Não nos falta motivação para jogar um Mundial. Todos olhamos com ambição e procuramos dar o melhor por Portugal, acima de tudo."

Preparação tática para o Mundial: "Isso depende do treinador. São jogos de preparação e estamos a preparar os três próximos encontros. Estes amigáveis servem para treinar e aperfeiçoar conceitos."

Um ano após conquista da Liga das Nações: "Quando o Chico, o assessor de imprensa da seleção, me informou que faria a conferência, fiquei contente porque faz um ano desde o meu primeiro troféu pela seleção. Foi algo muito especial e sempre que abordo o tema fico arrepiado. Estou feliz por estar aqui a preparar o Mundial, um ano após um dia tão marcante."

Crescimento no último ano: "Foi um ano em que joguei bastante, algo que desejava. Creio que jogar ao longo do ano é fundamental para um jogador. Foi importante para o meu crescimento e para ter a oportunidade que não tive nos últimos dois anos, pois passei seis meses na Juventus e seis no Chelsea."

Número 13: "Não falo em peso. É um privilégio. Visto uma camisola muito pesada, a de Portugal, com um número icónico, o de Eusébio. Não digo que seja um peso, mas sim uma motivação extra."

Expulsão de Rafael Leão: "Creio que reflete bem o que é o nosso balneário. Temos de manter a cabeça fria, sempre, mas quando um dos nossos estava envolvido num conflito, quem estava mais próximo foi prestar auxílio. Neste caso, foi o Rafa. Foi para proteger um colega. A nossa maior qualidade é o balneário e estamos aqui para nos proteger uns aos outros."

Mudanças na carreira: "Desde a Liga 3 evoluí bastante. Passei por muitos locais e isso deu-me a experiência que tenho hoje, tornou-me na pessoa e jogador que sou. Ainda estou longe do que ambiciono. Tenho ambições muito altas e trabalho para as alcançar. As experiências que já tive moldaram quem sou hoje e acredito que isso me fez muito bem."

Favorito à conquista do Mundial: "Não podemos fugir à qualidade do grupo de Portugal. Somos candidatos, favoritos creio que não. Ao longo da competição, poderei dar uma resposta mais clara, mas de momento somos candidatos, não favoritos."

Personalidade: "Sou uma pessoa com valores muito bem definidos, graças ao contexto da minha família, e com maturidade. Este ano foi benéfico para competir a alto nível, no Villarreal. Isso ajudou-me imenso a estar preparado."

Adaptabilidade após passar por cinco países: "Percorrer países, culturas e campeonatos distintos enriquece o jogador. No que toca aos adversários, são realidades diferentes. Dá-me experiência como jogador, acima de tudo."

Posição favorita e polivalência: "A posição onde me sinto mais à vontade é a de central, mas estou preparado para jogar onde o treinador considerar melhor. Atuar em diferentes posições ajuda-nos a compreender o jogo e penso que isso só traz benefícios para me enriquecer cada vez mais como jogador."