Regresso de Militão: o desempenho do Real Madrid na ausência do pilar defensivo

Regresso de Militão: o desempenho do Real Madrid na ausência do pilar defensivo

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O defesa central brasileiro integra novamente a lista de convocados este sábado, depois de cerca de quatro meses fora de combate por causa de uma rutura no bíceps femoral da perna esquerda, que afetou o tendão proximal.

"Trata se do melhor central do mundo. Há vários anos que temos a sorte de o ver em ação pelo Real Madrid. Frequentemente dá a sensação de que há dois jogadores no terreno quando ele atua. É um elemento totalmente decisivo e fico muito satisfeito por tê lo de regresso", declarou o treinador do emblema madrileno.

Com estas declarações, torna se evidente que o selecionado do Brasil, que procurará agarrar oportunidades para ir ao Mundial nos próximos dois meses, constitui uma peça essencial no sistema da formação espanhola da capital.

Na realidade, foi a 7 de dezembro de 2025, momento em que se lesionou aos 24 minutos do encontro e o Real Madrid foi derrotado por 0 2 em casa pelo Celta de Vigo, que marcou o início de um período difícil na Casa Blanca, terminando com a saída de Xabi Alonso apenas um mês após.

A vantagem de quatro pontos

Foi nessa altura que Florentino Pérez deixou de confiar no técnico basco, embora esse não seja o foco principal. O que se examina aqui é o rendimento da equipa branca durante os quatro meses sem o seu número '3'.

Assim, nesse domingo fatídico de dezembro, a diferença na LaLiga em relação ao Barcelona aumentou de um para quatro pontos, margem que os catalães preservam no momento sobre o seu rival de sempre. O cenário mais negativo ocorreu na Champions, em que, num último jogo tenso da fase de grupos, os madridistas sofreram quatro golos do Benfica e saíram do top 8, precisando de jogar de novo o play off para entrar nos oitavos de final de maneira surpreendente.

No trajeto, houve ainda uma saída precoce da Taça do Rei para um Albacete, do segundo escalão, que apanhou Arbeloa de surpresa na sua primeira partida ao vencer por um constrangedor 3 2 nos oitavos de final.

As estatísticas indicam que o Real Madrid jogou 24 partidas sem Militão, vencendo 18 e perdendo seis. Antes da lesão do brasileiro, foram 18 jogos, com 13 triunfos, três derrotas e dois empates.

Além disso, sem o chefe da defesa, a formação da capital espanhola cedeu 29 golos (1,21 por jogo), ao passo que com ele a titular, só permitiu 15 (0,83 por partida).

Os factos são claros e, numa turma que tem tido problemas na retaguarda ultimamente, a volta do seu melhor elemento representa uma verdadeira dádiva para os testes que virão na fase decisiva da temporada 2025/26.