Motivos para confiar ou duvidar do Flamengo frente ao PSG na Taça Intercontinental

Motivos para confiar ou duvidar do Flamengo frente ao PSG na Taça Intercontinental

Será este o ano da reviravolta sul-americana? O Flamengo procura conquistar o seu segundo troféu mundial, preparando-se para enfrentar o forte Paris Saint-Germain na final da Taça Intercontinental, esta quarta-feira (17), no Qatar.

No entanto, os sonhos válidos do clube mais popular do Brasil são uma realidade, enquanto o poder esmagador do futebol europeu representa outra.

A seguir, três razões para ter esperança ou reservas no Flamengo nesta final que se realiza no Estádio Ahmed bin Ali, em Al-Rayyan, a partir das 14h (hora de Brasília).

1. Potência e determinação como líder da América do Sul 

O Flamengo ambiciona quebrar o domínio total imposto pelos europeus nos últimos 12 anos.

O Corinthians, em 2012, foi a última formação sul-americana a erguer o troféu da Taça Intercontinental ou do Mundial de Clubes com sete equipas, realizado entre 2005 e 2023. Contudo, o treinador Filipe Luís e o seu plantel repleto de estrelas, pelo menos aos padrões do continente americano, estão resolvidos a pôr fim à supremacia do Velho Continente.

Os rubro-negros acreditam que o nível atingido para vencer a Taça Libertadores e o Campeonato Brasileiro basta para superar o campeão europeu, que estreia na Taça Intercontinental após ganhar a Liga dos Campeões pela primeira vez.

"Não duvido que tenhamos meios para anular o ataque do PSG", afirmou Filipe Luís numa conferência de imprensa na véspera da final.

2. Experiência em vencer adversários poderosos

O talento do médio uruguaio Giorgian de Arrascaeta constitui um trunfo do Fla para ambicionar o título. O camisola 10 conta com o apoio de outros jogadores com currículo, como o guarda-redes argentino Rossi, o defesa-central Danilo, o defesa lateral Alex Sandro e o médio Jorginho, entre mais.

Todos participaram na primeira Taça do Mundo de Clubes com 32 equipas, disputada a meio do ano nos Estados Unidos, onde a equipa carioca derrotou com clareza o Chelsea (3 a 1) na fase de grupos.

Os 'Blues' acabaram por conquistar o título e o Flamengo foi eliminado nos oitavos de final pelo Bayern de Munique (4 a 2), mas deixou a ideia de que pode defrontar qualquer oponente.

"No relvado, somos 11 contra 11. Já temos a experiência do Mundial, de medir forças com grandes equipas (...) e competimos em pé de igualdade", referiu Rossi.

Ademais, o PSG perdeu no seu derradeiro embate com uma equipa brasileira, por 1 a 0 frente ao Botafogo, na estreia na Taça de Clubes.

Após a derrota na final para o Chelsea nos Estados Unidos, a formação parisiense ainda não recuperou o nível que impressionou o mundo e ocupa o segundo lugar no Campeonato Francês, atrás do Lens.

3. O PSG mantém-se o PSG...

O plantel do Flamengo, reforçado após a Taça de Clubes com o espanhol Saúl Ñíguez e o colombiano Jorge Carrascal, está avaliado em 202 milhões de dólares (1,1 mil milhões de reais à cotação actual), de acordo com o portal especializado Transfermarkt.

Embora seja o segundo mais dispendioso da América, é sete vezes inferior ao do PSG.

Apesar de vários jogadores enfrentarem questões físicas, os parisienses dispõem de nomes de topo como Ousmane Dembélé (vencedor da Bola de Ouro 2025), Marquinhos, Khvicha Kvaratskhelia, João Neves, Vitinha, Fabián Ruiz, Désiré Doué...

Vão ressentir-se da ausência do defesa lateral direito marroquino Achraf Hakimi, lesionado, mas possuem um elenco amplo para serem favoritos na estreia na Taça Intercontinental.

"No arranque da liga tivemos dificuldades, mas a equipa demonstrou aquela mentalidade que já exibira no ano anterior", declarou em conferência de imprensa esta terça-feira o treinador do PSG, Luis Enrique, que considera o Flamengo "uma das melhores equipas do mundo".

Os jogadores do técnico espanhol chegam ao Qatar, terra natal dos proprietários do clube e onde venceram a Supertaça de França em janeiro, mais descansados do que o Flamengo.

O Rubro-Negro encerra uma época exaustiva (75 jogos), ao passo que os franceses estão a meio do trajecto (23) e a viagem ao Qatar demandou menos horas de voo.