Proença realiza apelo contínuo contra a violência e compromete se a intervir sempre que for preciso

Proença realiza apelo contínuo contra a violência e compromete se a intervir sempre que for preciso

O responsável pela federação foi o organizador do início da iniciativa "Stop à Violência", que teve lugar no átrio da Arena Portugal, na Cidade do Futebol, em Oeiras, e garantiu que a data selecionada para o evento, coincidindo com o dérbi entre FC Porto e Sporting, pela Taça de Portugal, representa apenas uma “simples coincidência”, embora tenha emitido um aviso.

“Tratase de uma simples coincidência de calendário ocorrer isto hoje (quarta-feira), no dia da semi final da Taça de Portugal. O apelo surge sempre, seja no jogo da semi final da Taça de Portugal ou nos 306 jogos da Liga, os mesmos na Liga 2 e em todas as competições não profissionais. O apelo é contínuo e sempre que detetarmos que as coisas não estão no rumo certo, agiremos. Esse será sempre o nosso compromisso”, afirmou, sublinhando que a FPF manterá vigilância e intervirá sempre que julgar adequado.

Acerca do confronto entre FC Porto e Sporting, marcado para esta quarta-feira, às 20:45, o presidente da FPF expressou otimismo face a um “jogo de qualidade”, caracterizado pelo “espírito” positivo associado à Taça de Portugal.

“Desejamos satisfação aos adeptos e confiamos que tudo decorrerá sem problemas e que resulte num espetáculo desportivo de excelência”, expressou o ex árbitro.

Usando o dérbi pela final da Taça como ilustração, o líder do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, criticou o “rumo” adotado por Rui Costa, Frederico Varandas e André Villas Boas, presidentes de Benfica, Sporting e FC Porto.

“Penso que devemos ter coragem para o dizer francamente: não se relaciona com as pessoas, a quem respeito os três, mas entendo que neste contexto, o desporto, o futebol, a competição, tenham optado por essa via, porém devemos evitar isso a todo o custo. Não valoriza o desporto nacional”, opinou.

Joaquim Evangelista destacou, no entanto, que os presidentes dos três grandes preservam uma “relação institucional”, da qual se afastam em fases de maior rivalidade, ligadas a resultados desportivos ou decisões arbitrais, algo que deplora.

“Acredito que, apesar de tudo, eles conseguem manter uma relação institucional. Em seguida, em certos momentos da competição, situações excecionais, relacionadas com resultados ou arbitragens, existe uma propensão para desviar do que seria um comportamento padrão, de respeito recíproco, de elevação, na própria interação entre eles. Não percebo como os dirigentes não logram sentar se juntos”, observou.

O início da iniciativa "Stop à Violência" incluiu ainda as participações da ministra da Cultura, Juventude e do Desporto, Margarida Balseiro Lopes, do presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Reinaldo Teixeira, e Vítor Filipe, responsável pela associação de Lisboa e representante das estruturas distritais no encontro.