Pochettino trava euforia nos EUA: "Não acredito que sejamos favoritos"

Pochettino trava euforia nos EUA: "Não acredito que sejamos favoritos"

Acompanhe as incidências da partida

"Antes de mais, não acredito que sejamos a equipa favorita porque... nos últimos dias (temos visto) como é difícil para todos", afirmou Pochettino aos jornalistas no Estádio da Área da Baía de São Francisco.

"Acho que ser favorito é algo para se falar depois, não? Toda a gente dizia que a favorita era a Alemanha, mas o Paraguai venceu-a e Marrocos venceu os Países Baixos. Neste Mundial, há muitos fatores que podem influenciar o desempenho. Temos de ter cuidado quando dizemos, 'OK, um é favorito (em relação a) outro'", acrescentou.

Enquanto a Bósnia terminou em 3.º lugar no seu grupo, os EUA lideraram o Grupo D ao vencer os dois primeiros jogos frente ao Paraguai e à Austrália, garantindo cedo a passagem à fase a eliminar.

O talismã Christian Pulisic declarou-se apto para ser titular frente aos bósnios, depois de ter saído do banco na derrota por 3-2 diante da Turquia, mas Pochettino praticamente descartou o central Mark McKenzie, que tem lidado com um problema no pé.

O prognóstico foi mais animador para o lateral-esquerdo Auston Trusty, que saiu de maca perto do apito final frente à Turquia, após torcer o tornozelo.

"O Auston está muito melhor do que esperávamos. Vamos fazer uma última avaliação, mas esperamos que possa estar disponível no banco", disse Pochettino.

O vencedor vai defrontar o Senegal ou a Bélgica, que se encontram mais cedo na quarta-feira.

Pochettino afirmou que os EUA têm de encarar o jogo com a Bósnia como uma final e respeitar a qualidade do adversário.

"Eles merecem esse respeito. Vê-se que têm qualidade, não só por serem agressivos e bem organizados. Têm jogadores com qualidade e um treinador que lhes dá condições para se exibirem ao melhor nível. Isso é algo positivo. Por isso, para nós, esta é a final do Mundial amanhã", afirmou.