Plano B dos adeptos: particular frente ao Egipto transformase na "Copa do Mundo possível" nos EUA

Plano B dos adeptos: particular frente ao Egipto transformase na "Copa do Mundo possível" nos EUA

Alguns grupos percorreram longas distâncias de carrinha até chegarem a Cleveland. Muitos saíram de estados vizinhos e dividiram os custos da viagem, que oscilaram entre 1.200 e 1.500 dólares por família, incluindo transporte, alojamento e bilhetes.

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Para eles, o investimento compensa por um motivo especial: a larga maioria não conseguiu assegurar presença nos jogos da Copa do Mundo.

"Viemos de carro, alugámos uma carrinha e demorou 10 horas e meia de viagem. Viemos em 11 pessoas. Os jogos da Copa, infelizmente, estão muito caros para podermos ir. Por isso é que escolhemos vir a este jogo, ao particular. Gastámos com hotel e transporte cerca de 1.500 dólares mais ou menos".

O relato acima é do mato-grossense Walter Lauro, de 39 anos, que vive nos Estados Unidos há exatamente um ano celebrando o aniversário de "América" justamente hoje. Residente em Connecticut, viajou acompanhado do filho, Luiz Felipe.

A aventura para ver a Seleção de perto repitase com famílias brasileiras de várias zonas dos Estados Unidos. Vindo de Michigan, o gaúcho Cristiano Coimbra, adepto do Brasil de Pelotas e residente no país norteamericano há 12 anos, não esconde a ansiedade para o confronto. "Estou entusiasmado para ver como a Seleção vai atuar contra o Egipto. É um bom teste", projetou.

Ao seu lado, a esposa Janaína reforça o sentimento, destacando o impacto do evento para a nova geração de adeptos que cresce longe do Brasil. "Estou entusiasmada principalmente porque vai ser a primeira vez que o meu filho, Moroni, vai poder acompanhar a Seleção de perto".

Esta dificuldade para adquirir bilhetes do Mundial transformou o particular numa oportunidade única de vivenciar, ainda que antecipadamente, a atmosfera da Copa. Entre bandeiras, camisolas da Seleção e muita expectativa, os adeptos aproveitaram o momento para mostrar aos filhos a experiência de acompanhar o Brasil de perto.

Assim, o ambiente em Cleveland foi marcado pelo reencontro de brasileiros de diferentes estados americanos, todos unidos pelo desejo de ver a equipa apresentar sinais positivos. A confiança também esteve presente nas conversas da claque, que aposta numa boa atuação e numa vitória para aumentar o entusiasmo às vésperas do principal torneio de futebol do planeta.

Se dentro de campo o particular contra o Egipto serve como preparação para a equipa de Carlo Ancelotti, fora dele o jogo já cumpre outro papel fundamental: proporcionar à comunidade brasileira uma experiência que, para muitos, será o mais próximo que chegarão de uma Copa do Mundo.