Pizzi encerra a carreira profissional "sem qualquer amargura" com a FPF

Pizzi encerra a carreira profissional "sem qualquer amargura" com a FPF

O jogador de 36 anos, que se despediu dos relvados a 16 de maio passado ao serviço do Estoril Praia, num jogo contra o Benfica, na última jornada do campeonato, manifestou pesar por não ter podido participar numa fase final de um Europeu ou de um Mundial por Portugal, mas preferiu realçar a “carreira muito feliz” que teve tanto pela seleção das quinas, onde marcou três golos em 17 internacionalizações, como pelos clubes que representou.

“Penso que todos os futebolistas que integram o universo da seleção nacional aspiram aos grandes torneios, seja Europeu ou Mundial. Eu não tive a hipótese de estar lá, mas creio que não existe qualquer amargura relativamente a isso, porque esta foi, sem dúvida, uma carreira muito feliz, quer nos clubes quer na seleção”, afirmou.

Pizzi recebeu uma homenagem do presidente da FPF, Pedro Proença, na Arena Portugal, localizada na Cidade do Futebol, em Oeiras, diante de aproximadamente cem convidados, entre os quais se encontravam antigos colegas de seleção, como Ricardo Pereira, que recentemente saiu dos ingleses do Leicester, Rui Patrício e Adrien Silva, ambos já aposentados.

Também esteve presente o ex-colega de equipa no Benfica João Félix, que está integrado nos trabalhos da seleção e compareceu na cerimónia antes de participar num treino na Cidade do Futebol, além de Luís Filipe Vieira, antigo presidente do Benfica, clube que Pizzi representou durante sete temporadas e meia.

O ex-médio ofensivo lembrou alguns momentos altos da sua trajetória, como as conquistas da Liga Europa pelo Atlético de Madrid e da Liga das Nações por Portugal, os dois títulos internacionais que obteve como profissional.

“Tive títulos que me marcaram profundamente como jogador, que foram a conquista da Liga Europa e, depois, claro, pela seleção (a Liga das Nações). Penso que é um dos momentos mais altos para um futebolista representar a seleção e vencer um título, o primeiro de seleções em Portugal, e creio que esse foi um momento especial para mim”, lembrou.

Pizzi encerrou a carreira em maio, justificando na altura a decisão com as “dores intensas na anca” que o acompanhavam há seis anos e que o impediam de render ao nível que considerava necessário.

Ao serviço do Estoril Praia na última temporada, Pizzi disputou 24 jogos pelos canarinhos e marcou um golo.

O médio destacou-se no Benfica, onde jogou durante sete temporadas e meia, entre 2014 e 2022, num total de 360 partidas oficiais.

Formado no Bragança, Luís Fernandes começou a carreira sénior no seu clube de origem e passou depois pelo Ribeirão, Sporting da Covilhã, Paços de Ferreira e SC Braga, antes de ir para Espanha, onde jogou pelo Atlético de Madrid (com o qual ganhou uma Liga Europa), Deportivo da Corunha e Espanhol, este último já por empréstimo do Benfica, que o contratou em 2013 aos colchoneros.

Pelo Benfica, clube que o internacional português mais vezes representou, fez 360 partidas oficiais e venceu quatro campeonatos nacionais (2014/15 a 2016/17 e 2018/19), três Supertaças (2016, 2017 e 2019), duas Taças da Liga (2014/15 e 2015/16) e uma Taça de Portugal (2016/2017).

Depois de sair dos encarnados em 2022, Pizzi representou ainda os turcos do Basaksehir, o Al Wahda (Emirados Árabes Unidos), novamente o SC Braga, com o qual ganhou uma Taça da Liga em 2023/24, o APOEL (Chipre) e, mais recentemente, o Estoril Praia.