Pedro Porro: "Contra a França não há favoritos"

Pedro Porro: "Contra a França não há favoritos"

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A Espanha prepara-se para defrontar a França na meia-final do Mundial-2026 com entusiasmo e plena consciência das suas capacidades. Pedro Porro falou sobre a sua evolução ao longo do último ano, a importância do trabalho de Luis de la Fuente para criar um grupo unido e a emoção de estar a um passo da final.

O lateral espanhol abordou ainda a adaptação tática exigida por cada adversário e a convicção de que, nesta fase do torneio, não existe favorito.

- Sente-se diferente em relação ao ano passado?

- Diria que hoje tenho muito mais experiência. Num ano, disputas mais cinquenta jogos e isso faz-te evoluir. Cada partida traz-te algo diferente. Mais do que sentir-me preparado, sinto-me muito mais experiente.

- As deslocações constantes pesam sobre a equipa?

- Pessoalmente, não. É verdade que, visto de fora, nota-se o quanto viajámos, mas no dia a dia nem pensamos nisso. Fazemos viagens de ida e volta constantemente e quase nem damos conta dos quilómetros percorridos. Recuperámos bem e agora estamos totalmente focados na meia-final.

- Qual é a importância de Luis de la Fuente?

- O Luis já o disse muitas vezes: é uma figura fundamental para nós. Foi ele quem criou este espírito de família. Desde o primeiro dia, fez-me sentir importante, jogasse eu ou não. Isso diz muito sobre a pessoa que ele é.

- O seu papel muda muito de jogo para jogo?

- Depende muito do adversário. Cada partida exige qualidades diferentes: por vezes é preciso atacar mais, noutras é necessário defender com maior atenção. Contra a Bélgica, por exemplo, consegui subir no lance do primeiro golo, a sobrepor-me ao Lamine, mas no resto do jogo a minha principal missão foi travar o Doku. Tudo depende das características do adversário.

- Onde viu a vitória de Espanha no Mundial-2010?

- Provavelmente na minha aldeia, mas era mesmo muito novo. A única recordação que tenho é de estar no banho quando Espanha venceu o Mundial, depois fomos todos festejar para a Plaza de España. Hoje, poder disputar uma meia-final do Mundial é outro sonho tornado realidade.

- Há favorito entre Espanha e França?

- Não, neste nível não há favorito. São duas grandes equipas. Vai ser uma meia-final muito bonita, muito disputada, e esperamos, claro, que acabe por sorrir-nos.

- Defrontar a França torna este jogo ainda mais especial?

- Sem dúvida. Jogar uma meia-final do Mundial é sempre especial, independentemente do adversário. Mas a França é uma das equipas mais fortes deste Mundial e isso motiva-nos ainda mais. Estaremos prontos.

- Há 40 dias estava de férias com a tua família, hoje está a um passo da final do Mundial. O que sente?

- Estou muito feliz. Há quarenta dias estava a celebrar com a minha mulher e os meus filhos, hoje estou a viver tudo isto. Não leio o que se diz lá fora: só penso em dar o máximo. Tenho a certeza de que a minha família está orgulhosa de mim.

- Qual é o segredo da evolução de Espanha?

Mantermo-nos sempre unidos. Trabalhamos juntos há muito tempo, já disputámos muitos jogos e conhecemo-nos cada vez melhor. Encaramos cada partida como se fosse uma final. Esse é o nosso espírito.