Pedri ou Fabián, a principal incógnita no onze de Espanha frente à França

Pedri ou Fabián, a principal incógnita no onze de Espanha frente à França

Acompanhe aqui as incidênicas e o relato do encontro

O médio do PSG vinha de somar apenas seis minutos nos dois jogos anteriores, frente à Áustria e Portugal, mas Luis de la Fuente optou por dar-lhe confiança no duelo dos quartos de final. Antes disso, tinha sido titular no empate a zero frente a Cabo Verde, com um desempenho semelhante ao dos seus colegas, enquanto nos outros dois encontros da fase de grupos entrou a espaços para dar frescura ao meio-campo.

Ambos os jogadores vêm de épocas muito exigentes, com algumas lesões pelo caminho (de carácter muscular no caso do culé e, sobretudo, uma no joelho entre janeiro e abril no caso do jogador do sevilhano), e não é fácil render ao mais alto nível com temperaturas tão elevadas e toda a fadiga acumulada. Felizmente, o selecionador tem até 26 jogadores disponíveis para encontrar soluções, embora seis deles ainda não se tenham estreado e dois só tenham tido minutos residuais.

Pedri não apresenta aquela habitual explosão e isso nota-se no seu jogo. Tomando como referência as avaliações Flashscore e olhando apenas para os jogos oficiais, o seu 6.4 frente aos lusos foi o pior registo do médio do Barça desde o El Clásico de outubro frente ao Real Madrid, quando viu dois cartões amarelos e, em consequência, acabou expulso. Também não é coincidência ter sido substituído em cinco jogos e ter começado no banco na sexta-feira, quando protagonizou várias perdas de bola.

Fabián não brilhou frente aos Diabos Vermelhos, mas deu razão a De la Fuente ao marcar o 1-0 numa primeira parte que terminou empatada após a resposta de De Ketelaere. Soube estar no sítio certo e no momento exato para colocar a bola no fundo das redes e adiantar a sua equipa, embora tenha sido Merino, um especialista no oportunismo, a ficar com todos os holofotes ao apontar o decisivo 2-1.

Mais certezas do que dúvidas

Não há qualquer dúvida quanto à titularidade de Unai Simón frente aos gauleses, apesar de não ter transmitido segurança no último jogo. Pau Cubarsí e Aymeric Laporte serão novamente os centrais, enquanto Marc Cucurella é indiscutível à esquerda e Pedro Porro parece ter ganho o duelo a Marcos Llorente. Na linha defensiva, com apenas um golo sofrido até ao momento e um registo de invencibilidade tão meritório quanto memorável, está tudo bastante definido.

Que Rodri Hernández vai atuar como médio defensivo é uma evidência, com as atenções voltadas para quem o irá acompanhar. Existem argumentos a favor de cada uma das opções e será o técnico a decidir juntamente com a sua equipa técnica. Álex Baena e Lamine Yamal deverão atuar nas alas, sem descartar um Nico Williams que volta a perfilar-se como opção de impacto, e há quem peça Mikel Merino de início apesar do grande nível de Dani Olmo, menos letal. E na frente, como habitual, Mikel Oyarzabal.