Panteras Negras contestam validade da transaccao e insolvencia do Boavista para impedir leilao
Em declaracoes a agencia Lusa Pedro Cortez esclareceu que o servico juridico da associacao esta a concluir duas acoes de invalidaçao uma focada na venda judicial do Estadio do Bessa e outra que pretende cancelar o procedimento de insolvencia do emblema declarado a 08 de julho de 2025.
"Consideramos que a alienacao dos bens ocorre sem o devido enquadramento legal Existem varias situacoes que justificam esta invalidaçao e que serao expostas em juzgado" disse o lider destacando que por motivos tacticos a acao ligada ao leilao sera submetida apenas apos o inicio da hasta publica marcada para 27 de abril.
No que toca a insolvencia o responsavel alega que a lideranca do Boavista prosseguiu com o requerimento sem respeitar "os trâmites regulados nos estatutos" numa altura em que acoes previas teriam sido postas de lado por directivas anteriores.
"Nao e uma medida provisoria mas sim acoes de invalidaçao destinadas a restaurar a legalidade em todo o processo" precisou.
Pedro Cortez expressou uma "confianca absoluta" de que o tribunal aceitara a invalidaçao dos procedimentos antes do termino do leilao agendado para 20 de maio.
O lider aproveitou tambem para separar estas iniciativas da acao legal recentemente divulgada pela propria directiva do Boavista.
"Os raciocinios da directiva centram se em avaliacoes de bens Para nos isso nao basta e equivale a nada As nossas bases sao estritamente juridicas e bem mais solidas" criticou.
Ao mesmo tempo o lider afastou os Panteras Negras do grupo de associados que clama pela remocao da actual directiva.
"O nosso foco principal e a prestacao de contas Nao podemos facilitar a saida a quem em 14 meses devastou o clube por dentro Esta directiva devera prestar contas pelos seus actos antes de partir" argumentou.
Adicionalmente a acao dos Panteras Negras a directiva do Boavista registou na quinta feira um pedido urgente de contestacao ao leilao no Tribunal de Comercio de Vila Nova de Gaia.
O presidente Rui Garrido Pereira sustenta que o processo "nao corresponde a situacao real dos bens" reivindicando a interrupçao da venda por ausencia de clareza e de uma valorizacao adequada dos activos.
No entanto a gestao de Rui Garrido Pereira enfrenta igualmente oposiçao interna com o movimento Unidos pelo Boavista a submeter um documento com 270 assinaturas pedindo uma Assembleia Geral extraordinaria.
O intuito dos signatarios e a remocao imediata da directiva e a designacao de uma Comissao Administrativa para gerir o clube ate novas eleiçoes.
O Estadio do Bessa e o complexo desportivo vizinho serao arrematados em conjunto por um preco minimo de 32,9 milhoes de euros e um valor base de 37,9 milhoes entre segunda feira e 20 de maio sob a gestao da Leilosoc.
A hasta publica faz parte do processo de insolvencia do Boavista Futebol Clube cujas dividas excedem os 150 milhoes de euros.