Palmeiras frente ao Santos: Um anfitrião invicto contra um Santos que jamais venceu Abel no Allianz

Palmeiras frente ao Santos: Um anfitrião invicto contra um Santos que jamais venceu Abel no Allianz

Desde que a equipa técnica alviverde assumiu o comando, o Palmeiras acumulou sete triunfos sobre o rival na arena, incluindo jogos do Campeonato Paulista e do Brasileirão. A única vitória do Santos com Abel no lado oposto, e actuando como anfitrião, aconteceu em Barueri: 2 a 1 no Brasileirão de 2023.

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O registo histórico reforça ainda mais esta desigualdade. Desde a abertura da arena palmeirense, em novembro de 2014, o Santos só triunfou uma vez em 16 partidas realizadas na capital paulista. No Allianz, o domínio recente é ainda mais evidente: nove vitórias seguidas do Palmeiras e um empate a zero desde 2019, ainda antes da pandemia. No entanto, ao longo de toda a história, o clássico apresenta um historial mais equilibrado.

Quando o clássico abandona o Allianz, o panorama altera-se. Nos últimos 20 embates, seis disputaram-se em outros recintos. O Santos venceu dois (Barueri e Pacaembu), ao passo que o Palmeiras superiorizou-se em quatro (Barueri, Pacaembu e duas vezes no Morumbi).

Ataque em fase de reajuste

Ainda que lidere de forma isolada, o Palmeiras procura ajustes no sector ofensivo. A falta de Vitor Roque e o atraso no regresso de Paulinho criam oportunidades para modificações no ataque. O melhor marcador Flaco López assume maior relevo como ponto de referência, enquanto Allan e Arias, pelas laterais, têm de elevar a qualidade decisória para manter a boa forma. Com o contributo dos defesas laterais, outras figuras chave surgem para o sistema de Abel funcionar.

Os resultados recentes, quase sempre renhidos, e o empate a 1 a 1 no meio da semana na Libertadores, frente ao Cerro Porteño, no Paraguai, reacendem o debate sobre a capacidade de manter o ritmo até à paragem para o Mundial, altura em que quase um turno completo do Brasileirão já terá decorrido.

Santos à procura de equilíbrio

Do lado santista, para além do historial desfavorável, o foco principal reside no meio-campo. Cuca obteve uma ligeira melhoria no rendimento, o que elevou a média de pontos de 1 (Vojvoda realizou sete jogos no Brasileiro) para 1,33 por partida, e confia na dupla constituída pelo argentino Oliva e pelo jovem Gustavo Henrique, formado no clube, apesar da ausência de Gabriel Menino.

As incertezas estendem-se também ao ataque. A falta de Neymar diminui o potencial ofensivo de uma equipa que defrontará uma das defesas mais robustas da prova. O Palmeiras consentiu apenas 10 golos em 13 jogos, o mesmo número do Flamengo. Já o Santos sofreu 21 golos.

O embate depende essencialmente deste confronto de forças: a solidez defensiva palmeirense contra a tentativa santista de conquistar estabilidade no meio. A probabilidade aponta para um Palmeiras com extremos bem abertos, Flaco como referência e Sosa a circular em torno do avançado central. Com mais alternativas e variedade, a turma de Abel Ferreira conta ainda com Marlon Freitas e Andreas Pereira para controlar o jogo e fornecer munições ao quarteto da frente.