Países da Ásia ainda sem acordo para transmissão da Copa do Mundo

Países da Ásia ainda sem acordo para transmissão da Copa do Mundo

Embora esses dois países não tenham se classificado para o Mundial, que será realizado em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México (de 11 de junho a 19 de julho), o entusiasmo pela competição é elevado, principalmente entre os chineses.

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De acordo com a FIFA, a China representou 49,8% das horas totais de visualização em plataformas digitais e redes sociais globalmente durante a Copa do Mundo de 2022, no Catar.

No entanto, tanto na Índia como na China, que somam quase 3 bilhões de habitantes, os adeptos do futebol receiam não conseguir seguir os jogos do torneio.

Questionada pela AFP sobre os direitos de transmissão da Copa do Mundo, a FIFA indicou ter fechado acordos com emissoras em mais de 175 países.

"As negociações em curso nos poucos mercados que restam continuarão confidenciais nesta fase", declarou a entidade.

A relutância das emissoras asiáticas deve-se, em grande parte, aos horários das partidas.

Para os espectadores em Pequim e Xangai, o jogo de abertura iniciará às 3h da manhã, tal como a final. Em Nova Deli, será às 0h30.

Conforme o empresário indiano Sandeep Goyal, presidente da agência de publicidade Rediffusion, "exceto pelos fãs mais fervorosos de futebol, a audiência dos jogos pode ser baixa na Índia".

"Por isso, as hipóteses de rentabilização para os canais reduzem se de forma significativa", adiciona.

Segundo Goyal, a JioStar, o maior grupo de media do país, propôs US$ 20 milhões (R$ 98,4 milhões na taxa atual), ao passo que a FIFA pediu inicialmente US$ 100 milhões (R$ 492,3 milhões) pelos direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2026 e 2030.

"Prevenir o estímulo à pirataria"

Na China, o pacto com a gigante nacional CCTV também está bloqueado. Não existe acordo na Tailândia, nação que nunca competiu na Copa do Mundo, mas onde o futebol goza de grande popularidade.

Na terça-feira (5), o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, procurou acalmar os telespectadores ao afirmar que não perderiam o torneio.

Na Malásia, por outro lado, o Ministério das Comunicações anunciou nesta quarta-feira (6) que o canal público Radio Televisyen Malaysia e a Unifi TV vão transmitir a competição.

Segundo James Walton, responsável pelo setor de desporto da consultoria Deloitte Ásia-Pacífico, "de uma maneira ou de outra, surgirá um acordo".

"As emissoras nacionais pretendem obter o melhor negócio possível, pois necessitam de equilibrar custos e receitas potenciais. E a FIFA desejará assegurar que o seu evento principal tenha a maior cobertura possível para honrar os compromissos com os patrocinadores, elevar a visibilidade do desporto e prevenir o estímulo à pirataria", analisou Walton.