ONG FairSquare apresenta queixa ao COI contra Gianni Infantino

ONG FairSquare apresenta queixa ao COI contra Gianni Infantino

O juramento prestado pela centena de membros do organismo olímpico, entre os quais se encontra Gianni Infantino, obriga-os a agir "independentemente dos interesses comerciais e políticos", uma exigência consagrada na Carta Olímpica.

No entanto, o COI foi questionado várias vezes nos últimos meses sobre a compatibilidade desta regra com a proximidade cultivada pelo líder da FIFA com o presidente norte-americano Donald Trump, chegando mesmo a elogiar a sua política interna.

Em fevereiro, a organização de Lausana afastou uma primeira polémica sobre a presença de Infantino no "Conselho de Paz" convocado por Trump, usando um boné vermelho com as inscrições "USA" e "45-47", referindo-se aos dois mandatos do dirigente republicano.

"Compreendemos que a FIFA apoia, através do futebol, um vasto programa de investimento para a retoma do desporto em Gaza, na Palestina, fornecendo infraestruturas desportivas, iniciativas educativas e projetos de desenvolvimento de alto nível", declarou um porta-voz do COI, considerando a FIFA "no seu papel" e não comentando o boné.

Na terça-feira, a presidente do COI Kirsty Coventry foi questionada sobre o telefonema feito por Trump a Infantino, antes de a FIFA levantar no domingo a suspensão aplicada ao avançado norte-americano Folarin Balogun após um cartão vermelho.

"Que eu saiba, a comissão de ética não recebeu qualquer queixa sobre este assunto. Obviamente, se recebesse, analisá-la-ia", respondeu a Kirsty Coventry.

Segundo o site do COI, "qualquer pessoa pode transmitir informações sobre uma suspeita" de incumprimento dos princípios éticos da organização.

FairSquare, que em junho foi acompanhada pela federação norueguesa de futebol, já tinha apresentado em dezembro passado uma queixa à comissão de ética da FIFA, desta vez alegando violações repetidas de Infantino ao princípio de neutralidade inscrito nos estatutos do organismo do futebol.

Até ao momento, nada indica "que tenha sido aberta uma investigação sobre esta queixa", sublinha a FairSquare.