Número do Jogo: Zero oportunidades claras de Portugal frente à RD Congo acendem alerta para o Mundial

Número do Jogo: Zero oportunidades claras de Portugal frente à RD Congo acendem alerta para o Mundial

A ficha do jogo narra uma história de superioridade portuguesa em praticamente tudo o que se mede: 75,4% de posse de bola, 783 passes completados com 92,3% de aproveitamento, 102 entradas no último terço contra 35 do adversário, 29 toques na área congolesa contra apenas 11.

Veja os destaques de Portugal 1 x 1 RD Congo

Cristiano Ronaldo, no seu sexto e último Mundial, sozinho acumulou um xG de 0,46, mais do que qualquer outro jogador português em campo. No total, a equipa de Roberto Martínez somou 0,68 de golos esperados. E, ainda assim, zero oportunidades claras.

Nenhuma jogada em que um golo parecesse iminente. Nenhum momento de definição clara diante do golo. Apenas posse, apenas território, apenas insistência sem balançar as redes, que é o que interessa.

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O próprio golo português ilustra o problema. João Neves abriu o marcador aos 6 minutos com um cabeceamento após cruzamento pela esquerda, um lance de bola parada, fruto da qualidade individual, mas não de uma oportunidade clara construída coletivamente.

A RD Congo, pressionada durante todo o jogo, esperou pelo momento certo: nos descontos do primeiro tempo, Yoane Wissa cabeceou sozinho após canto e empatou, anotando o primeiro golo da história congolesa em Mundiais.

No segundo tempo, a sensação de zero continuou a acompanhar Portugal. Aos 9 minutos, João Cancelo balançou as redes com um golo de bicicleta espetacular, numa jogada iniciada por Bruno Fernandes e finalizada com um toque de calcanhar de João Neves, mas o lance foi anulado por fora de jogo. Era, talvez, a oportunidade clara que faltava. Não valeu.

Do outro lado, RD Congo criou uma oportunidade clara, precisamente a que resultou no golo de empate, com apenas oito finalizações no total, com xG de 0,82, ligeiramente superior ao português.

O resultado final, 1 a 1, expõe um problema que os números de domínio não resolvem: Portugal teve a bola, o território e os nomes mais caros do grupo, mas terminou a estreia sem conseguir converter a posse em concretização. Zero oportunidades claras contra um favorito já teria sido grave. Contra a RD Congo, na sua primeira partida de Mundial na história, tornou-se um alerta.

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