NES aponta ao VAR antes de jogo decisivo: "É preciso consistência"
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A equipa de Nuno pensou ter resgatado um valioso empate 1-1 frente ao líder da Premier League no último fim de semana, quando Callum Wilson marcou nos descontos.
No entanto, o golo de Wilson foi anulado depois de Pablo ter sido penalizado por falta sobre o guarda-redes do Arsenal, David Raya.
A frustração de Nuno aumentou após a derrota por 1-0, já que, na mesma jogada, ocorreram potenciais faltas não sancionadas que poderiam ter valido um penálti à sua equipa – levando o West Ham a apresentar uma queixa ao organismo dos árbitros, o PGMOL.
Na sexta-feira, o painel de Incidentes-Chave de Jogo da Premier League também afirmou que os Hammers deviam ter beneficiado de dois penáltis durante a derrota por 3-0 no terreno do Brentford uma semana antes.
"Apresentámos uma queixa", admitiu Nuno, cuja equipa, antepenúltima, está a dois pontos do Tottenham, que ocupa o lugar acima da linha de água, quando faltam apenas dois jogos.
"Acho que foi normal termos feito isso, para tentar encontrar algumas respostas para questões que criam muitas dúvidas. O que é necessário, e vamos falar de árbitros e do VAR, é consistência. Isso ajudaria o jogo, ajudaria a Premier League, ajudaria, acima de tudo, os jogadores".
"Eles têm de perceber, têm de entender que não pode haver dúvidas, nem frustrações", continuou.
O West Ham desloca-se a Newcastle no domingo sabendo que uma vitória os tira da zona de despromoção, antes de o Tottenham defrontar o Chelsea em Stamford Bridge na terça-feira.
A perspetiva de descer ao Championship pela primeira vez desde 2011/12 é dolorosa para o West Ham, que contratou Nuno após despedir Graham Potter em setembro.
Nuno, que também foi despedido pelo Nottingham Forest esta época, não tem tempo para se preocupar mais com o VAR, pois prepara-se para o capítulo final da luta do West Ham pela permanência.
"O problema é que comparamos situações semelhantes com decisões diferentes. É aí que está a frustração. Por isso insisto no termo consistência, é necessária", afirmou.
"Não tive tempo para pensar nas mudanças que encontram as soluções. Não é esse o meu foco principal. Mas, acima de tudo, penso que cabe ao PGMOL resolver isso", concluiu.