Mundial de 2026 introduz regras para cortar tempo morto nas partidas
A partir do Mundial na América do Norte, entre 11 de junho e 19 de julho, vão ser aplicadas ações para diminuir o tempo perdido em lances de bola ao chão, laterais ou fingimentos de lesões, conforme revelou este sábado, dia 28, a IFAB, entidade responsável pelas normas do futebol.
Uma das ações passa por punir o atleta que intencionalmente demore a cobrar um lateral, com a bola a ser entregue à formação contrária, ou um pontapé de baliza, resultando num canto para o adversário.
Em concreto, caso o juiz considere que um jogador procura adiantar o tempo em qualquer destes momentos, ele avança com uma contagem visual de cinco segundos, findos os quais se aplica a sanção.
Esta norma já se usa quando o guarda-redes retém a bola nas mãos por demasiado tempo.
Outra iniciativa, agora para restringir as simulações de ferimentos: se a equipa de saúde acorrer ao relvado para tratar um jogador, este tem de abandonar o terreno e só regressa ao minuto seguinte ao recomeço do jogo.
Por último, um atleta dispensado tem dez segundos para sair do campo desde que o árbitro auxiliar anuncie a alteração. Se não o fizer, o seu substituto espera um minuto na linha lateral e depois aguarda a paragem seguinte para entrar.
O fim em vista destas ações é "agilizar o andamento dos encontros e restringir o tempo perdido", de acordo com um aviso emitido pela federação internacional de futebol no fecho da Assembleia Geral Anual da IFAB.
Ampliação do uso do VAR
A entidade alargou ainda as opções de recurso ao Árbitro de Vídeo, nomeadamente em situações de incerteza após um segundo cartão amarelo ao mesmo jogador ou num canto polémico.
Além disso, a IFAB anunciou um tempo de análise para decidir como lidar com dois episódios recentes: quando atletas "saem do campo por iniciativa própria" em reação a uma escolha da equipa de arbitragem e quando "colocam a mão na boca" numa troca de palavras acesa.
O primeiro caso deu-se na final mais recente da Taça das Nações Africanas, entre Senegal e Marrocos, em janeiro.
O segundo, bem mais atual, verificou-se no primeiro jogo do playoff da Liga dos Campeões, na semana finda.
O avançado do Real Madrid, Vinícius Júnior, disse que o colega do Benfica, Gianluca Prestianni, o insultou com a palavra "macaco", mas o argentino tapou a boca com a camisola, pelo que não existe registo vídeo do alegado comentário racista.
A Uefa suspendeu no entanto de forma provisória Prestianni, que falhou o encontro de regresso na passada quarta-feira em Madrid, onde o seu conjunto ficou fora da prova.