Mundial-2026: Vice-presidente iraniano pede o regresso de Azmoun à seleção

Mundial-2026: Vice-presidente iraniano pede o regresso de Azmoun à seleção

"O chamamento da pátria exige a união dos seus filhos", publicou Abdolkarim Hosseinzadeh na rede social X, enquanto a equipa se prepara na Turquia. "Não desprezemos o gesto de Sardar Azmoun, que mostrou esse vínculo, e façamos tudo para o trazer de volta à seleção", continuou.

O apelo foi feito após Azmoun, de 31 anos, revelar numa publicação no Instagram que recusou "uma proposta financeiramente muito tentadora de outro país" antes da sua primeira convocatória, afirmando-se como "um filho do Irão" com o desejo de defender as cores nacionais.

"Independentemente do local onde jogue, a minha identidade, coração e orgulho serão sempre iranianos", escreveu, desejando "sucesso e honra" à seleção.

Jornalistas desportivos iranianos também discutiram a possibilidade de o avançado ser incluído no grupo antes do prazo para a lista definitiva do Mundial, organizado em conjunto pelos EUA, México e Canadá.

Com 57 golos pela seleção iraniana e carreira relevante no Bayer Leverkusen e na AS Roma, Azmoun já tinha expressado anteriormente o seu apoio aos protestos no país.

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Também foi alvo de críticas por parte de meios de comunicação pró-governo, com alguns a acusá-lo de "traição", após a divulgação de uma fotografia ao lado do emir do Dubai, cidade onde atual mente reside e joga, numa altura de tensão diplomática entre o Irão e os Emirados Árabes Unidos.

O treinador Amir Ghalenoei justificou as suas escolhas, classificando-a como "a decisão mais complicada" da sua carreira, assegurando que se baseou apenas em "fatores desportivos".

O Irão estreia-se no torneio contra a Nova Zelândia em Los Angeles a 15 de junho, seguindo-se jogos com a Bélgica na mesma cidade e depois com o Egito em Seattle, no grupo G.

A equipa deverá também mudar a sua base de preparação para o México após a FIFA ter aprovado um pedido para não treinar em Tucson, no Arizona.