Mundial-2026: Selecionador escocês admite amor pelo Brasil e quer regressar ao estádio Azteca

Mundial-2026: Selecionador escocês admite amor pelo Brasil e quer regressar ao estádio Azteca

Acompanhe aqui as incidências e o relato do encontro

A longa espera para chegar, pela primeira vez, à fase a eliminar do Mundial pode finalmente terminar quando a Escócia defrontar os pentacampeões em Miami.

A Escócia ocupa o terceiro lugar do Grupo C, com três pontos, atrás do Brasil e de Marrocos, ambos com quatro pontos. Ainda assim, terminar em terceiro pode levá-los a México para disputar o próximo jogo frente aos coanfitriões.

"As equipas escocesas nunca conseguiram ultrapassar a fase de grupos. Portanto, se conseguirmos ser a primeira equipa a fazê-lo, seria obviamente muito especial. Adorava voltar ao Estádio Azteca porque joguei lá no Mundial de sub-19 há muitos, muitos anos, quando era um jovem futebolista, em boa forma e saudável. Consegui marcar um golo. A Escócia venceu o México por 1-0, por isso, se acontecer, teremos uma repetição!", disse Clarke aos jornalistas na terça-feira.

Mas primeiro, Clarke afirmou que a sua equipa tem de ultrapassar um desafio complicado frente ao Brasil, uma seleção cuja identidade passa por atacar e jogar sempre ao ataque.

"Já mostraram nos jogos até agora neste torneio que podem ser uma grande ameaça. Tenho a certeza de que esperam, pelo menos, estar nas meias-finais da competição", indicou.

Possível regresso de Neymar

A Escócia poderá ainda ter de lidar com o possível regresso de Neymar, que pode voltar após problemas físicos terem afastado o avançado dos dois primeiros jogos.

"Obviamente, sem dúvida, ele é um dos grandes craques da era moderna. Acho que, entrando a partir do banco, pode certamente dar um impulso à equipa, porque o público também se entusiasma quando ele entra em campo, é uma figura tão icónica", disse Clarke.

O capitão da Escócia, Andy Robertson, afirmou que Neymar não é a única ameaça, destacando Vinicius Junior, Gabriel Martinelli e Endrick como jogadores a ter em conta no ataque brasileiro.

"Têm tanta qualidade por onde escolher, mesmo se olharmos para os jogadores que não estão convocados pelo Brasil e ficaram em casa. Só temos de nos preparar para tentar jogar o melhor possível, porque sabemos que têm qualidade em todas as posições. Sabemos que, se precisarem de fazer substituições, têm qualidade a entrar no relvado", disse Robertson.

Clarke recordou que as suas primeiras memórias do Mundial são da equipa vitoriosa do Brasil em 1970 e que a dimensão de defrontar os brasileiros não lhe passa despercebida.

"Crescemos com esse amor pelo Brasil. Mas amanhã à noite temos de não amar o Brasil e amar mais a Escócia", afirmou.