Mundial-2026: Robertson apela à Escócia para fazer história frente a Marrocos
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"Não acho que nenhum dos rapazes, nem a equipa técnica e restante staff, tenha fugido a isso", disse Robertson disse aos jornalistas no Gillette Stadium.
"Queremos ser a primeira equipa a conseguir isso pelo nosso país. E, obviamente, é uma sensação agradável tentar fazê-lo. Sabemos o quão difícil vai ser. Agora vamos defrontar uma das melhores equipas do mundo. Mas também acreditamos que, se estivermos ao nosso melhor nível, podemos dificultar a vida a qualquer adversário", acrescentou o defesa.
"Acho que já provámos isso ao longo dos anos", defendeu o jogador de 32 anos, que acaba de assinar pelo Tottenham após quase uma década no Liverpool.
A Escócia iniciou a sua campanha no Mundial nos Estados Unidos com uma vitória por 1-0 sobre o Haiti no mesmo recinto, perto de Boston, no último fim de semana.
Esse foi o seu primeiro jogo em Mundiais desde 1998 e a sua primeira vitória na competição desde 1990, sendo apenas a quinta de sempre em fases finais.
Com as oito melhores seleções terceiras classificadas dos 12 grupos, num Mundial alargado a 48 equipas, a seguirem para a próxima ronda, um ponto nos próximos dois jogos pode ser suficiente para a Escócia avançar.
No entanto, vão encerrar o Grupo C frente a duas das seis melhores seleções do ranking mundial, com os semifinalistas de 2022, Marrocos, seguidos de um duelo com o Brasil, em Miami.
O jogo com Marrocos traz à memória recordações dolorosas da última participação da Escócia num Mundial, em 1998, em França, quando defrontaram a seleção norte-africana no último jogo do grupo e foram eliminados após uma derrota por 3-0.
Mais felizes como outsiders?
"Não temos ilusões quanto à dimensão do desafio. Marrocos é uma equipa mesmo, mesmo muito forte. Chegaram às meias-finais do último Mundial e tenho a sensação de que esta equipa marroquina é provavelmente ainda um pouco melhor", afirmou o selecionador da Escócia, Steve Clarke.
No entanto, acredita que a sua equipa pode lidar melhor com o papel de outsider do que lidou frente ao Haiti, que era considerado menos favorito.
"Por vezes, a mentalidade escocesa é que estamos um pouco mais à vontade quando somos os outsiders", disse.
"Fomos favoritos contra o Haiti e o jogo foi complicado, mas conseguimos vencer. Desta vez somos os outsiders e, por vezes, a Escócia prefere assim", acrescentou.
Entretanto, Robertson elogiou os adeptos escoceses que viajaram em grande número para os Estados Unidos e conquistaram a simpatia do povo de Boston.
A Tartan Army tornou-se viral nas redes sociais, com a sua invasão da cidade a incluir uma marcha de adeptos até ao Fenway Park para assistir ao basebol dos Boston Red Sox.
Robertson, que soma 95 internacionalizações, conhece bem os proprietários dos Red Sox, já que o Fenway Sports Group também é dono do Liverpool.
"Os donos do Liverpool ficaram absolutamente encantados com a presença da Tartan Army. Um deles enviou-me uma mensagem simpática", contou.
"Acho que ficou bastante satisfeito por ver as diferentes músicas a serem cantadas e a quantidade de kilts e camisolas da Escócia espalhadas pela cidade. Sem dúvida, fizeram uma festa no jogo de basebol", acrescentou.
Por sua vez, o selecionador de Marrocos, Mohamed Ouahbi, está a preparar a sua equipa para um jogo muito diferente do empate 1-1 frente ao Brasil.
"O Brasil é técnico, mas também muito físico. Têm jogadores grandes e fortes, mas claro que o estilo da Escócia é totalmente diferente", afirmou Ouahbi.
"Talvez consigam colocar a bola na frente mais rapidamente e também são muito fortes nas segundas bolas", acrescentou.
Os Leões do Atlas impressionaram frente ao Brasil em Nova Jérsia, mas Ouahbi espera uma exibição ainda melhor.
"Acho que ainda podemos ser melhores. Os jogadores sabem disso e nós também. O objetivo é sermos ainda melhores no próximo jogo, mesmo que o contexto e o adversário sejam diferentes", concluiu.