Mundial-2026: Portugal e Ronaldo não cumpriram promessas iniciais em 2018
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Na sétima presença, e quinta consecutiva, a formação das quinas caiu nos oitavos de final, como em 2010, desta vez frente ao Uruguai, depois de empates com Espanha (3-3) e Irão (1-1), intercalados por uma vitória sobre Marrocos (1-0).
Ronaldo, que só tinha marcado um golo em cada uma das três participações anteriores (um em 2006, um em 2010 e outro em 2014), num total de 13 jogos, precisou de apenas 90 minutos para igualar esse registo e conseguiu-o logo contra a Espanha.
O então jogador do Real Madrid abriu o marcador aos quatro minutos, de grande penalidade, fez o 2-1 aos 44 minutos, e, após a reviravolta dos espanhóis (2-3), salvou um ponto aos 88', com uma soberba conversão de um livre direto.
Ronaldo parecia pronto para, finalmente, brilhar num Mundial e deu continuidade a essa exibição logo no início do segundo jogo, ao marcar aos quatro minutos do encontro com Marrocos, num golo que valeu a vitória (1-0).
Mas, depois de quatro golos em pouco mais de um jogo, o capitão da seleção portuguesa desapareceu de cena e, contagiado, o coletivo também não respondeu da melhor forma.
O número 7 da formação das quinas falhou inclusivamente um penálti contra o Irão, no terceiro jogo da fase de grupos, que, nessa altura, teria dado uma vantagem de dois golos a Portugal, após o tento inaugural de Ricardo Quaresma, aos 45 minutos.
Na parte final, os iranianos, orientados pelo português Carlos Queiroz, empataram (1-1), num penálti convertido por Karim Ansarifard, aos 90+3 minutos, e, pouco depois, quase eliminaram Portugal, valendo um falhanço de Mehdi Taremi.
A equipa de Fernando Santos, que já não tinha convencido na campanha rumo à conquista do Europeu de 2016, salvou-se de cair pelo segundo Mundial consecutivo na fase de grupos, mas falhou o triunfo no Grupo B.
Desta forma, e em vez de defrontar a anfitriã Rússia, a seleção lusa emparelhou com o Uruguai e não conseguiu voltar às vitórias em jogos de mata-mata.
O avançado Edinson Cavani, com dois golos (aos 7 e 62 minutos), acabou por ser o carrasco da formação das quinas, sendo que, pelo meio (aos 55), o central Pepe ainda restabeleceu a igualdade, num jogo em que Cristiano Ronaldo não deu sinais.
Pelo terceiro Mundial consecutivo, Portugal não foi, assim, além do quarto jogo, terminando no 13.º lugar, um registo muito aquém dos sonhos lusos, que eram maiores desta vez, devido à vitória, dois anos antes, no Europeu de França.
No total, Portugal marcou seis golos – quatro por intermédio de Ronaldo, que partilhou o segundo lugar da lista dos melhores marcadores com mais um quarteto, apenas atrás do inglês Harry Kane (seis) – e sofreu outros tantos.
Ao faturar na Rússia, o jogador luso também se tornou o quarto jogador a marcar em quatro fases finais, replicando os feitos do brasileiro Pelé e dos alemães Uwe Seeler e Miroslav Klose.
Na qualificação, Portugal entrou a perder, na Suíça (0-2), mas, depois, somou nove vitórias consecutivas, a última na receção aos helvéticos, também por 2-0, e venceu o Grupo B, num percurso assinalado por 15 golos de Ronaldo e nove de André Silva.