Mundial-2026: Multidão de várias nações vibra em Lisboa por Portugal e por Ronaldo

Mundial-2026: Multidão de várias nações vibra em Lisboa por Portugal e por Ronaldo

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A camisola de Cristiano Ronaldo esteve em clara maioria no Terreiro do Paço, em Lisboa, e entre as inúmeras 7 portuguesas presentes na emblemática praça da capital estava o alemão Furkan, que não escondeu a satisfação por ter assistido a dois golos do seu ídolo, que contribuíram para o triunfo de Portugal sobre o Uzbequistão, na segunda jornada do Grupo K da fase final do Campeonato do Mundo (5-0).

“Sabe, o Cristiano Ronaldo foi sempre questionado. Quando tinha 18 anos, questionavam-no, quando tinha 20 anos, foi questionado. Aconteceu sempre, mas Ronaldo é o GOAT. Nunca duvidei de que ele iria marcar, sabia que ia marcar neste Mundial”, vincou o germânico de origem turca e confesso apoiante da seleção portuguesa e do seu capitão.

A multiculturalidade e a admiração pelo capitão da seleção de Portugal, a quem foram dedicados cânticos ao longo do jogo disputado em Houston, nos Estados Unidos, foram as notas de realce entre as dezenas de milhares de pessoas que preencheram a fan zone construída na praça lisboeta num clima de festa e, inclusivamente, dança conjunta entre adeptos da equipa lusa provenientes dos quatro cantos do mundo após o apito final. 

Entre as nações representadas esteve Moçambique, por Timóteo Simango, que também envergava uma camisola de Cristiano Ronaldo e fez notar a sua alegria pelos dois golos apontados pela ‘estrela’ portuguesa.

"Ele mostrou que ele é realmente o pai e o líder. Cristiano Ronaldo foi ele próprio”, destacou o adepto moçambicano, enquanto celebrava o robusto triunfo da equipa das quinas sobre o Uzbequistão.

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Também a seleção uzbeque contou com cerca de uma dezena de apoiantes junto ao ecrã gigante colocado no Terreiro do Paço, composta por estudantes dessa nacionalidade a residir em Portugal, entre os quais Shakhobiddin, bem integrado na nação que o acolhe.

“Estar no Uzbequistão ou em Portugal, para mim já é igual”, declarou o adepto asiático, antes de a partida se iniciar e ainda a sonhar alto, com um triunfo para o seu país.

Este foi apenas o segundo jogo da história do Uzbequistão em fases finais de campeonatos do mundo, depois da derrota por 3-1 na estreia frente à Colômbia.

“Para o Mundial, não sei (onde poderia chegar a sua seleção), mas hoje, ganhar 3-1, ganha o Uzbequistão”, apostava o adepto asiático, entusiasmado.

Ao seu lado, Timur salientava a importância de testemunhar um momento histórico para a seleção do seu país, comandada pelo italiano Fabio Cannavaro.

“Este é o primeiro jogo que as duas equipas disputam. É uma festa para nós”, destacou o uzbeque residente em Portugal, já capaz de se expressar em português, tal como vários dos amigos e compatriotas que o acompanhavam e que assistiram a um final de tarde de supremacia portuguesa em campo.