Mundial-2026: Messi estreia-se com muitos recordes para bater
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Com 38 anos, o jogador que atualmente representa o Inter Miami, dos Estados Unidos, alcançará de imediato um feito inédito assim que o jogo começar em Kansas City, ao tornar-se no primeiro futebolista da história a participar em seis Mundiais, se for utilizado frente aos africanos.
Após ter estado presente em 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022, Messi irá jogar nos Estados Unidos, México e Canadá o seu sexto Mundial, um registo que, no dia seguinte, o português Cristiano Ronaldo, titular indiscutível na seleção lusa, irá igualar.
Ficarão para trás as cinco participações dos mexicanos Antonio Carvajal (1950-1966), Rafael Márquez (2002-2018) e Andrés Guardado (2006-2022) e do alemão Lothar Matthäus (1982-1998).
Com a sua estreia na competição, Messi irá também reforçar dois outros recordes máximos da história dos Mundiais que já lhe pertencem: o de jogos disputados (fará o 27.º) e o de minutos em campo, partindo dos 2.315.
Para o início do jogo, será assim, mas ao longo do mesmo outros recordes podem cair, especialmente o de golos, já que na final de 2022, com dois golos, na vitória após penáltis frente à França (4-2, depois de 3-3 nos 120 minutos), ficou com 13 golos.
Messi encontra-se atualmente no quarto lugar, a par com o francês Just Fontaine, e precisa de marcar um golo para se juntar ao alemão Gerd Müller no terceiro lugar, de dois para igualar o brasileiro Ronaldo no segundo e de três para alcançar o também alemão Miroslav Klose na liderança, algo que nunca conseguiu em Mundiais.
Quando o argentino entrar em campo, a tabela já pode ter mudado, pois o francês Kylian Mbappé joga antes, contra o Senegal, e tem apenas menos um golo do que Messi, estando em sexto lugar com 12 golos, ao lado do rei Pelé.
No que toca à contribuição direta para golos, juntando os marcados com as assistências, Messi já é líder isolado, pois, além dos 13 golos, soma oito assistências.
A capacidade de colocar os colegas em posição de marcar é, de resto, uma das maiores qualidades do número 10 argentino, que fez assistências em todos os cinco Mundiais que jogou, um recorde que pode aumentar em solo americano.
No final do jogo com a Argélia, Messi pode igualar outro recorde, o de maior número de vitórias: se a Argentina vencer, alcançará a 17.ª vitória, ultrapassando o brasileiro Cafu e juntando-se a Miroslav Klose no topo.
Messi pode, assim, terminar a edição de 2026, sozinho ou partilhado, como recordista de presenças, jogos, minutos, golos, contribuições para golos (golos mais assistências) e vitórias, e mais adiante poderá alcançar outros feitos.
Uma das marcas que certamente tentará alcançar é a terceira presença numa final, depois de 2014 e 2022, o que o colocaria como recordista a par do brasileiro Cafu (1994, 1998 e 2002).
Se pode igualar o antigo lateral canarinho, não tem hipóteses de replicar o que fez o rei Pelé, o único jogador da história com três títulos: se repetir a vitória de há quatro anos, apenas conseguirá subir ao segundo lugar do ranking.
Nessa posição, encontram-se atualmente 20 jogadores, e Messi juntar-se-ia a eles com todos os seus outros companheiros de seleção que em 2026 repetem a presença de 2022.
Se voltar a vencer, o jogador nascido em Rosário a 24 de junho de 1987, o que significa que celebrará o 39.º aniversário durante a competição, será também candidato a uma terceira Bola de Ouro, prémio para o melhor jogador do torneio.
O argentino já é recordista isolado também neste prémio, uma vez que foi eleito o melhor em 2014 e 2022 e nenhum outro jogador conseguiu o mesmo, sendo que este prémio só existe com chancela da FIFA desde 1978. Numa lista oficiosa anterior, continuaria sozinho.
Messi tem, portanto, muitos recordes para bater, o que tem sido um pouco a história de toda a sua carreira, embora, como sempre disse, os registos lhe interessem pouco: o objetivo é apenas um, a conquista de mais um troféu de campeão.