Mundial 2026: Irão enfrenta torneio em pleno conflito militar com os Estados Unidos

Mundial 2026: Irão enfrenta torneio em pleno conflito militar com os Estados Unidos

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No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irão, que respondeu à ofensiva com ataques contra países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa normalmente um quinto dos hidrocarbonetos que abastecem os mercados mundiais, incluindo a China.

Apesar do cessar fogo implementado a 08 de abril para dar lugar a negociações de paz, a tensão continua evidente entre dois países que não mantêm relações diplomáticas desde 1980.

No meio disto está o Mundial 2026, que será disputado entre quinta feira e 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México, e desde logo surgiram questões sobre a participação iraniana no torneio.

Responsáveis políticos do país do Golfo Pérsico chegaram a afirmar, logo no início do conflito, que não havia condições para a presença iraniana em solo norte americano, com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, a referir também que a participação não era aconselhável.

A FIFA foi sempre garantindo que o Irão estaria presente na maior competição de seleções do mundo e, após muitas conversas entre as partes, decidiu manter o calendário de jogos previsto, sem alterações, mesmo depois de os responsáveis iranianos terem sugerido disputar as partidas no México.

Apesar de não alterarem o local dos jogos, os iranianos mudaram o seu centro de treinos de Tucson, nos Estados Unidos, para Tijuana, no México.

Com a aproximação do Mundial 2026, as partes foram abordando, entre comunicados e reuniões, as preocupações e garantias para a presença do Irão, com os pontos centrais a serem a entrada dos jogadores e restante comitiva no país, e a segurança da delegação durante o torneio, bem como possíveis ofensas aos símbolos iranianos.

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O Irão está inserido no Grupo G, com a Bélgica, a Nova Zelândia e o Egito, e vai realizar os seus jogos na fase de grupos nos Estados Unidos, em Los Angeles e Seattle.

No entanto, não foi apenas no Médio Oriente que a política internacional e os conflitos militares tiveram impacto no futebol e no caminho até ao Mundial 2026.

Na Europa, a Ucrânia, que falhou a qualificação para a fase final, continua a disputar os seus jogos fora do seu território, após a invasão em 2022 pela Rússia, país que está impedido de disputar jogos oficiais.