Mundial 2026: Insultos racistas no Espanha Egito seguem a gerar polémica

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Lembre os episódios do encontro

A volta da equipa nacional espanhola a Barcelona, após quatro anos (a formação apenas disputou três jogos na Catalunha nos últimos vinte e cinco anos, todos entre 2000 e 2004), transformou se numa celebração genuína, com o estádio RCDE completamente cheio, revelando o fervor local para assistir à Espanha na área.

Contudo, a partida foi estragada por gritos vindos de uma secção das bancadas ("quem não salta é muçulmano"), para além dos apitos de alguns espetadores ao som do hino do Egito (um hábito infeliz que se tem repetido em finais de taças ou em confrontos internacionais em várias nações). Todas estas atitudes foram duramente criticadas pela RFEF e o seu líder, Rafael Louzán, dirigiu se à área de imprensa logo após o jogo para comentar o ocorrido.

"Algo assim não se pode repetir. A sociedade de Espanha é, em geral, um modelo a seguir, isto trata se de um incidente pontual. Chegámos aqui em tempo recorde, pois a Finalíssima não ocorreu no Qatar, e por isso agradeci ao chefe da federação egípcia pela presença e pedi lhe perdão", declarou.

Depois, o diário El Mundo divulgou uma reportagem indicando que o coletivo Barcelona con la Selección teria comprado 1900 entradas para o particular, via um circuito especial com redução de 40 por cento face ao valor normal. A maior parte desses bilhetes estaria ligada a assentos no Gol Cornellá de baixo, exatamente o local de onde partiram os gritos.

Coletivo distancia se dos factos

O coletivo Barcelona con la Selección, no entanto, afasta se de todos os eventos.

"Desejamos negar de forma absoluta que a nossa entidade tenha comprado ou tratado bilhetes conforme noticiado. Barcelona con la Selección nunca adquiriu nem geriu entradas, tampouco possui os fundos para uma iniciativa dessa envergadura", indicou o coletivo.

"O nosso papel restringiu se apenas a compilar uma relação de fãs interessados na área de apoio, os quais compraram depois os seus bilhetes de forma autónoma pelo enlace oficial fornecido pela Real Federação Espanhola de Futebol, sem qualquer envolvimento direto da nossa parte no ato de aquisição. Cabe à RFEF a gestão total da comercialização pelos seus meios oficiais", complementou.

Ademais, o coletivo Barcelona con la Selección sublinhou que "não apoiamos nem encarnamos os gritos que se deram no jogo entre a seleção espanhola de futebol e o Egito no RCDE Stadium" e reforçou que a sua meta é "promover o suporte à seleção espanhola desde a Catalunha, numa visão alegre, respeitosa e inteiramente sem política".

"Até os indivíduos da nossa organização e do nosso meio próximo não tomaram parte nos gritos mencionados, os quais são completamente estranhos ao estilo de animação que apoiamos e divulgamos", insistiram.

Por sua vez, queixaram se de que, a uma hora do começo do jogo, lhes foi vedado o uso de altifalantes, microfone ou equipamentos para organizar e ativar a secção, pelo que não se consideram responsáveis pelos gritos que possam ter surgido ali.

De acordo com os dados revelados pelo El Mundo, a RFEF propôs lhes tambores para guiar a animação no recinto, mas o pacto não prosseguiu, já que os elementos do coletivo recusaram partilhar os seus dados pessoais.