Mundial-2026: Espanha regressa ao México 40 anos depois do golo fantasma
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No entanto, em competição oficial, Espanha não disputava um jogo no México há 40 anos, mais precisamente desde o Mundial organizado pelo país norte-americano em 1986.
Foi um torneio ao qual Espanha chegou com uma equipa de grande qualidade. Com Miguel Muñoz como selecionador, faziam parte desse grupo Zubizarreta, Gordillo, Maceda, Goicoechea, Camacho, Míchel, Julio Salinas e Butragueño.
A equipa nacional estreou-se na fase de grupos em Guadalajara, com uma derrota frente ao Brasil (0-1), naquele famoso jogo em que Míchel marcou um golo em que a bola ultrapassou a linha após bater na barra. A inexistência do VAR na altura fez com que o golo não fosse validado.
O segundo jogo realizou-se em Zapopan, município onde se encontra o estádio Akron, onde Espanha defronta o Uruguai na madrugada de sexta para sábado (1:00). Contudo, o estádio era outro, o Tres de Marzo. A equipa nacional venceu a Irlanda do Norte por 2-1, com golos de Butragueño e Julio Salinas.
O terceiro duelo teve lugar em Monterrey. Espanha venceu a Argélia por 3-0, com bis de Calderé e golo de Eloy Olaya. A seleção terminou em segundo lugar do grupo com quatro pontos, atrás do Brasil.
Nos oitavos de final, no Estádio de La Corregidora em Querétaro, disputou-se um dos jogos mais icónicos da história da seleção. Espanha goleou a Dinamarca por 5-1, com quatro golos de Butragueño e um de Goicoechea de penálti. Após esse encontro, em Madrid, instituíram-se as celebrações dos êxitos desportivos, que o Real Madrid viria a adotar, em Cibeles.
Nos quartos de final, a Bélgica esperava no Estádio Cuauhtémoc, em Puebla. Ceulemans adiantou os belgas e Señor empatou para a seleção nacional. Na marcação de grandes penalidades, Pfaff defendeu o remate de Eloy Olaya e o sonho de Espanha de alcançar algo grandioso desfez-se nos 11 metros.