Mundial-2026: Autogolo evita derrota da Bélgica diante do Egito

Mundial-2026: Autogolo evita derrota da Bélgica diante do Egito

Recorde as incidências da partida

A Bélgica começou a partida com maior posse de bola, mas faltou-lhe a objetividade para converter o domínio em oportunidades de perigo. Pelo contrário, o Egito conformou-se em estar mais tempo sem a bola, soube selecionar os instantes para acelerar o jogo e terminou a estreia no Grupo G com um empate frente aos belgas, num encontro onde esteve mais próximo da vitória.

Os instantes iniciais foram pautados pelo domínio belga. A formação orientada por Rudi Garcia estabeleceu-se no meio campo egípcio, fez circular a bola com calma, mas deparou-se com enormes obstáculos para atingir o último terço com real perigo. A posse pertencia à Bélgica, o ritmo era reduzido e o Egito exibia-se confortável, aguardando um erro ou uma jogada que pudesse transformar a partida.

Esse instante chegou aos 20 minutos. E que instante. Mohamed Salah encontrou Ashour entre as linhas e o médio egípcio apontou um excelente golo, com um disparo colocado que forçou Courtois a esticar-se, mas sem qualquer possibilidade de alcançar a bola. Uma jogada muito bem construída, que rompeu a monotonia inicial e demonstrou que, mesmo com menos posse, o Egito dispunha de meios para magoar o adversário.

A Bélgica procurou responder, mas manteve-se bloqueada no último terço. Aos 33 minutos, apareceu um dos poucos indícios de risco, com um tiro forte que exigiu de Shobeir uma defesa apertada. Contudo, foi o Egito quem voltou a criar perigo com maior nitidez antes do descanso. Aos 45+3 minutos, Omar Marmoush escapou a Ngoy e disparou forte para defesa de Courtois.

Pouco depois, aos 45+5 minutos, os egípcios estiveram muito perto do segundo golo. Na sequência de um pontapé de canto, Courtois saiu mal da baliza, a bola foi desviada por um defesa belga e sobrou para Mohanad Lasheen, que surgiu com a baliza escancarada. O médio, surpreendido pelo ressalto, não logrou finalizar e desperdiçou uma enorme oportunidade de ampliar a vantagem.

Empate em 22 segundos

A segunda metade apresentou uma Bélgica mais agressiva na pressão, mas ainda com pouca inspiração. A jogada mais perigosa dos belgas aconteceu aos 53 minutos, quando Kevin De Bruyne bateu um livre direto ao poste. Foi o melhor momento belga até esse ponto e um sinal de que a qualidade individual poderia solucionar aquilo que o coletivo não conseguia edificar.

No entanto, o Egito mantinha-se mais perigoso sempre que acelerava. Aos 55 minutos, Salah esteve muito próximo do segundo golo, com um cabeceamento defendido por Courtois. Dez minutos mais tarde, Marmoush voltou a surgir em zona de finalização e viu o remate desviar num defesa belga, quase traindo o guarda-redes do Real Madrid.

A reação belga veio do banco de suplentes. Aos 65 minutos, Romelu Lukaku substituiu Charles De Ketelaere e precisou de apenas 22 segundos para ter impacto imediato no encontro. Instantes depois, numa jogada com intervenção do avançado, Hany acabou por desviar a bola para a sua própria baliza e concedeu o empate à Bélgica.

O golo alterou o rumo do jogo. A Bélgica ganhou confiança, adiantou as linhas e passou a oferecer menos espaço ao Egito, que já não conseguia sair com a mesma desenvoltura. No entanto, a reviravolta nunca se concretizou. Aos 83 minutos, Brandon Mechele teve nos pés, ou melhor, na cabeça, a melhor chance para completar a recuperação, mas Shobeir respondeu com uma defesa fantástica e segurou a igualdade.

No final, a sensação foi de que a Bélgica resgatou um ponto após uma exibição irregular, ao passo que o Egito evidenciou organização, perigo e personalidade bastantes para lutar pela qualificação.