Mundial-2026: África do Sul reforça confiança antes do duelo com a Coreia do Sul

Mundial-2026: África do Sul reforça confiança antes do duelo com a Coreia do Sul

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Ronwen Williams admite que a equipa ficou em baixo após a desastrosa derrota por 2-0 frente ao México na estreia, que foi menos pelo resultado e mais pela fraca exibição da equipa, que se mostrou ingénua num sistema pouco habitual e terminou o jogo com nove jogadores.

O empate com os checos devolveu-lhes a esperança, embora vencer uma equipa sul-coreana bem organizada não seja tarefa fácil.    

É mais um grande desafio. Temos outra oportunidade, e essa é a beleza do futebol, há sempre outro jogo. Agora temos um ambiente mais positivo e vamos encarar o próximo jogo com mais confiança,” disse Williams ao TimesLive.

“Esperamos conseguir dar seguimento ao que fizemos no final contra a República Checa. Só temos de acreditar que é possível. O carácter e a mentalidade desta equipa são incríveis. Mesmo durante a qualificação, quando perdemos pontos e as coisas não corriam a nosso favor, continuámos a acreditar, e isso levou-nos até aqui", acrescentou.

Ronwen Williams diz que vê muito espírito de luta neste grupo dos Bafana e sabe que não vão desistir sem lutar.

“Existe uma verdadeira irmandade entre os jogadores, e é por isso que, quando estamos encostados às cordas, conseguimos superar-nos. Conhecemos o espírito que existe no balneário e a felicidade e alegria que proporcionamos uns aos outros. Há muitos momentos difíceis no balneário, mas conseguimos lidar com isso. Temos jogadores mais jovens no grupo, e o bom é que estão a passar por estes contratempos ainda muito novos. Consegue-se imaginar como vão ser daqui a uns anos", afirmou.

Williams admite que não quer voltar a sentir o que sentiu após o jogo com o México tão cedo.

“Não quero voltar a sentir o silêncio e a dor que senti depois da derrota com o México. Via-se a desilusão nos olhos de todos porque trabalhámos muito e sacrificámo-nos para estar aqui. O mais dececionante foi perder o jogo e toda a imprensa e comentários negativos à nossa volta. Custou ainda mais ver que até o nosso próprio povo estava negativo, mas dois dias depois já estávamos de volta. A experiência do treinador (Hugo Broos) foi fundamental porque simplesmente nos deixou estar durante dois dias. Não falou nem nada, e no domingo à noite fizemos a nossa análise e mostrou-nos o que poderíamos ter feito melhor. Desde segunda-feira já se notava o foco, e o espírito foi regressando aos poucos", explicou.

Uma vitória frente à Coreia do Sul deverá garantir a passagem dos Bafana aos 16 avos de final, possivelmente como segundos classificados do grupo, caso o já apurado México não perca com a República Checa.

Mas, pelo menos, quatro pontos deverão ser suficientes para avançar como uma das melhores equipas terceiras classificadas da fase de grupos.