Moçambola: Líder Songo Apanha Primeira Desculpa na Segunda Ronada (3-0)

Moçambola: Líder Songo Apanha Primeira Desculpa na Segunda Ronada (3-0)

Veja as principais ocorrências do jogo

Com o placar desta tarde as locomotivas da província de Sofala conseguem a estreia vitoriosa, depois do empate na jornada inicial, ao passo que o campeão Songo perde pontos para os rivais com só dois encontros realizados no Moçambola de 2026.

Também este domingo, o Ferroviário de Nampula acolheu e derrotou o Baía de Pemba (1-0) e obteve o primeiro triunfo da temporada.

No sábado, no dérbi de Maputo, o Costa do Sol, orientado pelo português Horácio Gonçalves, que regressa pela terceira vez ao emblema da capital moçambicana (foi campeão em 2019), recebeu e superou o Ferroviário local (1-0), acumulando vitórias nos dois jogos já efetuados no Moçambola de 2026.

O destino variou para o português Nélson Santos, que começou com um êxito no comando do Black Bulls (campeão em 2021 e 2024), no campo do Ferroviário de Maputo (0-1) na primeira jornada, mas na segunda ronda ficou preso a um empate (0-0) na deslocação, sexta-feira, ao estádio do Maxaquene, igualmente da capital e que estreia em 2026 no Moçambola.

A segunda jornada conclui só na segunda-feira, com o Ferroviário de Nacala a acolher a Associação Desportiva de Pemba, mais uma das formações que se apresenta pela primeira vez no campeonato principal de futebol moçambicano.

A temporada de 2025 do Moçambola destacou-se por constantes alterações no calendário e paragem da prova por questões logísticas e financeiras. Em julho, parou por duas semanas devido à falta de disponibilidade da companhia aérea estatal Linhas Aéreas de Moçambique para transportar as equipas, justificando dívidas acumuladas desde 2024, o que levou à procura de empresas para o seu apoio financeiro.

Em dezembro, a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) fechou a edição de 2025 após 24 das 26 jornadas planeadas, validando a União Desportiva do Songo como campeã nacional, num encerramento afetado por constrangimentos financeiros e organizacionais.

Para a edição de 2026, a LMF optou por agrupar jornadas, com o fim de cortar despesas ao reduzir de 4.000 para 2.300 viagens aéreas, prevenindo pausas na competição como ocorreu no Moçambola de 2025, por causa das restrições financeiras e endividamentos dos clubes.

O plano procura ordenar os percursos, de modo que, por exemplo, as equipas que viajem do norte para o sul do país disputem dois ou mais jogos na mesma ida, antes de voltarem às suas províncias de origem.