MLS retomada ainda em tempo de Mundial-2026, com incêndio e sem Lewandowski
A nova temporada deveria começar com o avançado Robert Lewandowski, do Chicago Fire, a jogar contra o Vancouver Whitecaps, mas, poucas horas antes do início, o jogo foi adiado devido à má qualidade do ar na cidade americana e remarcado para 6 de outubro.
O fumo de incêndios florestais que assolam a província canadiana de Ontário chegou ao nordeste dos Estados Unidos, afetando cidades como Chicago e Nova Iorque, esta última próxima ao local onde a final do Mundial-2026, entre a Argentina de Lionel Messi e a Espanha, será realizada no domingo.
Esperava-se um público de cerca de 40 mil adeptos no Soldier Field para receber Lewandowski, que reencontraria em campo o avançado alemão Thomas Müller, ex-companheiro de equipa no Bayern de Munique e atual líder do plantel do Vancouver.
Após quatro temporadas no Barcelona e prestes a completar 38 anos, Lewandowski procura aproveitar a reta final da sua carreira numa liga de menor pressão, porém ainda competitiva, onde todos lutam pelo objetivo de destronar o Inter Miami de Lionel Messi.
Quase três décadas após conquistar o seu único título da liga, o Chicago Fire teve um início forte na temporada regular. A equipa ocupa a terceira posição na Conferência Este, com 26 pontos em 14 jogos, atrás apenas de Nashville (33 pontos) e Inter Miami (31).
No horizonte, surge a hipótese de lutar pelo primeiro troféu na Leagues Cup, torneio conjunto com a liga mexicana que começa a 4 de agosto, além de confrontos emocionantes contra o Inter Miami.
Um duelo entre Lewandowski e Messi poderá ocorrer no dia 9 de setembro, já que o argentino muito provavelmente perderá o primeiro confronto, marcado para 22 de julho.
Apenas três dias antes, a Argentina disputará a final do Mundial-2026 contra a Espanha em East Rutherford, nos arredores de Nova Iorque, onde Messi e Rodrigo De Paul poderão entrar na seleta lista de jogadores da MLS que se sagraram campeões mundiais.
Até ao momento, o único jogador a alcançar esse feito é o seu companheiro de seleção Thiago Almada, que conquistou o título no Catar, em 2022, enquanto defendia o Atlanta United.
Regresso pós-Mundial
Composta por 27 equipas dos EUA e três do Canadá, a MLS suspendeu as suas atividades a 24 de maio devido ao Mundial realizada em solo norte-americano, torneio para o qual a liga cedeu um número recorde de 45 jogadores.
Embora Lionel Messi tenha atraído a maior parte das atenções desse grupo, outros representantes também tiveram atuações de destaque, incluindo o paraguaio Miguel Almirón (Atlanta), o sul-africano Mbekezeli Mbokazi (Chicago) e o croata Petar Musa (Dallas).
A MLS procura aproveitar a atenção que o futebol tem recebido nos Estados Unidos no último mês e meio, um período com pouca concorrência de grandes ligas como a NFL e a NBA, que estão atualmente em período de intertemporada.
"Obrigado, mundo. Nós assumimos a partir daqui", declarou a MLS num anúncio que exibiu tanto superestrelas como Lionel Messi e Son Heung-Min quanto proprietários de clubes famosos, como David Beckham, Matthew McConaughey, Magic Johnson e Kevin Durant.
Juntando-se a esse plantel de estrelas está Antoine Griezmann, que, assim como Lewandowski, chega após o fim da temporada do Campeonato Espanhol, tendo atuado pelo Atlético de Madrid.
O atacante francês de 35 anos, fã declarado de desporto e da cultura americana, escolheu como destino o Orlando City, clube que nunca chegou a uma final da MLS, mas já contou com grandes nomes como Kaká e Nani no seu plantel
Griezmann não fará a sua estreia oficial na jornada desta semana, que está dividida entre quatro jogos nesta quinta-feira e dois na sexta-feira, incluindo o dérbi entre Los Angeles FC e LA Galaxy.
O Orlando, atualmente em 12.º lugar na Conferência Este, com 14 pontos, voltará a campo no dia 22 de julho contra os San Jose Earthquakes, na esperança de que Griezmann possa ajudar a equipa a garantir uma vaga nos playoffs.