Militão regressa ao activo: analise o desempenho do Real Madrid sem o chefe da defesa

Militão regressa ao activo: analise o desempenho do Real Madrid sem o chefe da defesa

Eder Militão volta a estar disponível para o Real Madrid após um longo tempo afastado. O treinador Álvaro Arbeloa confirmou a boa notícia na conferência de imprensa antes do jogo deste sábado (4), frente ao Mallorca, e não regateou nos elogios ao atleta.

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"É o melhor defesa do mundo. Muitas vezes dá a sensação de que temos um defesa extra em campo quando ele joga. É um jogador excepcional e fico muito contente por o ter de volta", declarou o técnico merengue.

Com estas palavras, é evidente que o defesa da Selecção, que vai tentar assegurar o seu lugar no Mundial nos próximos dois meses, é uma peça essencial no esquema do clube da capital espanhola.

A 7 de dezembro de 2025, no dia em que se lesionou aos 24 minutos de jogo e o Madrid perdeu por 2 a 0 em casa perante o Celta de Vigo, iniciou-se uma fase conturbada no clube que acabou com a demissão de Xabi Alonso pouco mais de um mês depois.

A diferença de quatro pontos

Foi nesse preciso momento que Florentino Pérez perdeu definitivamente a confiança no treinador basco, mas esse não é o nosso foco. O que importa é o rendimento da equipa branca durante os quatro meses sem o camisola 3.

Naquele domingo fatídico de dezembro, a diferença na LaLiga para o Barcelona passou de um para quatro pontos, vantagem que os culés mantêm presentemente sobre o rival de sempre.

O pior ocorreu na Champions, quando, na última jornada dramática da fase de grupos, os merengues sofreram quatro golos do Benfica e saíram do top 8, tendo de disputar novamente o playoff antes dos oitavos de final de forma completamente inesperada.

No trajecto, ainda houve uma eliminação prematura na Taça do Rei perante o Albacete, da Segunda Divisão, que surpreendeu Arbeloa na sua estreia.

Os números indicam que o Real Madrid jogou 24 partidas sem Militão, vencendo 18 e perdendo seis. Antes da lesão do brasileiro, foram 18 encontros, com 13 vitórias, três derrotas e dois empates.

Ademais, sem o líder da defesa, a equipa da capital espanhola sofreu 29 golos (1,21 golos por jogo), enquanto com ele em campo, foram apenas 15 golos sofridos (0,83 golos por partida).

Os dados são claros e, numa equipa que tem sofrido defensivamente nos últimos meses, o regresso de um dos seus principais jogadores é um alívio para os desafios que se aproximam na recta final da temporada 2025/26.