Matheus Cunha mira o título mundial: "Quero inscrever o meu nome na história"
Matheus Cunha, atleta do Manchester United, tem na sua polivalência o traço mais forte: é um dianteiro que prefere recuar alguns metros para se ligar aos colegas e desempenhar funções de médio.
E Carlo Ancelotti, selecionador do Brasil, tem aproveitado essa característica desde que começou, no ano passado, o seu ciclo com os pentacampeões mundiais.
"É recompensador mostrar o meu futebol, ser reconhecido pelo meu ponto mais forte e ser avaliado por isso. Dá mais segurança", afirmou o jogador em conferência de imprensa na Granja Comary, em Teresópolis.
A seleção brasileira iniciou esta semana a sua preparação para o Mundial, que decorrerá de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá.
"A seleção brasileira é uma seleção cheia de glórias. Fazer parte dela e deixar o meu nome marcado na história é o meu maior objetivo e o meu maior sonho", declarou o avançado, que completou 27 anos na quarta-feira, precisamente no dia do início da concentração. "Ninguém quer ser recordado por alguns insucessos, queremos ser recordados por muitas glórias", acrescentou.
O dianteiro somou 10 golos e quatro assistências na Premier League, ajudando o Manchester United a qualificar-se para a próxima Liga dos Campeões da próxima época.
Sorri às vésperas do seu primeiro Mundial, depois de ter sido excluído do Mundial-2022, prova em que Tite, então técnico do Brasil, optou por outros nomes como Richarlison ou Pedro.
É ambicioso: já ganhou a medalha de ouro no futebol nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, adiados para 2021 devido à pandemia, e agora deseja o Mundial. "Uma medalha de ouro olímpica e um troféu de campeão do mundo? Acho que não haveria muito mais a pedir a Deus", afirmou.
Neymar no centro das atenções
A lesão de Neymar continuou a gerar preocupação na sexta-feira, depois de ter sido confirmado na véspera que a sua participação na estreia do Mundial, a 13 de junho contra Marrocos, é incerta.
"Não só para o Neymar, mas para qualquer jogador que esteja a atravessar um momento complicado, de lesão, é triste", disse Matheus Cunha.
O avançado recordou que jogadores como Estêvão, Rodrygo ou Éder Militão estão fora do Mundial devido a lesões graves. "Acho que é uma lesão que, claramente, dá (ao Neymar) a hipótese de chegar em boa forma", continuou. O Brasil e Marrocos estão no Grupo C, juntamente com o Haiti e a Escócia.