Luis Suárez acusa proibição de contacto com os filhos por mais de dois anos e meio: "Pretendo apenas cumprir um direito fundamental"
A suposta vítima descreveu vários incidentes de agressão física, mental e social, ocorridos em Granada e Marselha, de 2020 a 2023. De acordo com a mídia espanhola, Luis Suárez enfrenta alegações de lançar objetos de forma violenta contra a ex-esposa, monitorizá-la de perto, confiná-la em casa ao sair para treinos e obrigá-la a relações íntimas sem o seu acordo.
O requerimento de Luis Suárez para contactar o filho em comum, após cerca de um ano de separação, motivou a denúncia na Guardia Civil de Almería.
Luis Suárez, que sempre rejeitou as imputações, compareceu em juízo em Almería e foi solto, com o processo transferido para o Tribunal de Violência contra a Mulher em Granada.
Passados dois anos e meio, o jogador do Sporting permanece proibido de contactar os filhos, "embora tenha vencido em tribunal", conforme ele próprio afirma.
"O auto final, de 22 de janeiro de 2026, da 2.ª secção da audiência provincial de Granada, valida o encerramento do procedimento penal por supostos abusos a menores, realçando uma questão essencial: a denunciante apresentava inconsistências irreconciliáveis. Como indica o veredicto, não faz sentido invocar abusos graves e persistentes enquanto se aceitava previamente, por consenso, um esquema de visitas que autorizava o contacto paterno com as crianças, para além de se comprovar que os menores foram orientados nas suas declarações", explica Luis Suárez no seu texto.
"Francamente, não solicito nada de especial. Apenas desejo exercer um direito essencial: conviver com os meus filhos e permitir que cresçam com o pai ao lado, como ocorre com o meu filho mais novo. Hoje, novamente, a justiça corrobora a minha posição, mas a dúvida persiste: até quando estas crianças ficarão privadas do pai? Meus filhos, estamos cada vez mais próximos de andar lado a lado", finaliza o atleta colombiano.
O texto completo de Luis Suárez:
"Um pai"
881 dias"
28 meses"
Aproximadamente 2 anos e meio"
Este período todo sem contactar os meus filhos, apesar das vitórias judiciais: a justiça revela inconsistências e o descumprimento constante do plano de visitas. Faço mais de dois anos sem ver os meus três filhos mais velhos. Dois anos de separação imposta, de batalhas nos tribunais e de esgotamento afetivo. Apesar das sentenças judiciais repetidamente afirmarem o meu direito de me relacionar com eles.
No entanto, a situação agrava-se: as crianças são impedidas de manter laços com o pai, o que não só viola os meus direitos como prejudica o equilíbrio e o crescimento emocional delas próprias. E um novo auto da audiência provincial de Granada reforça o que eu denuncio desde o princípio: a ausência de lógica e as discrepâncias na narrativa da mãe.
Especificamente, o auto final, de 22 de janeiro de 2026, da 2.ª secção da audiência provincial de Granada, confirma o arquivamento do caso penal por alegados abusos a menores, sublinhando uma contradição fundamental: a denunciante caía em incompatibilidades evidentes. Tal como o acórdão menciona, é incoerente alegar abusos sérios e contínuos e, simultaneamente, ter aprovado antes, de mútuo acordo, um regime de visitas que facilitava o contacto do pai com os menores, além de se provar que as crianças foram influenciadas nas suas testemunhas.
O juízo enfatiza que, caso os factos reportados tivessem a severidade depois invocada, não se justifica a omissão de proteções no divórcio civil, nem a aceitação de visitas apenas um mês antes da queixa. Esta incoerência foi mais uma vez destacada.
Paralelamente, no foro civil, a quinta secção da audiência provincial de Granada, por auto de 23 de abril de 2026, mostrou-se igualmente clara: “a mãe violou repetidamente o regime de visitas, bloqueando o contacto do pai com os filhos por extensos lapsos de tempo. A sentença reconhece que essa interrupção durou mais de um ano e decorreu de uma escolha unilateral da mãe, sem base válida.”
Portanto, apesar de sentenças judiciais irrevogáveis que validam o direito de estar com os meus filhos, as crianças persistem privadas do pai, numa condição que se arrasta sem resolução concreta.
Este episódio ilustra um problema crescente: sentenças favoráveis que, na realidade, não se aplicam, criando rupturas duradouras entre progenitores e descendentes.
Francamente, não peço nada de especial. Apenas desejo exercer um direito essencial: conviver com os meus filhos e permitir que cresçam com o pai ao lado, como ocorre com o meu filho mais novo. Hoje, novamente, a justiça corrobora a minha posição, mas a dúvida persiste: até quando estas crianças ficarão privadas do pai?
Meus filhos, estamos cada vez mais próximos de andar lado a lado.
Luis Suárez"