Lucas Hernández do PSG enfrenta acusações de tráfico humano e emprego ilegal em França
Uma probe sobre tráfico de pessoas e emprego irregular avança após queixa de uma família colombiana, divulgada pela publicação Paris-Match, contra o defesa internacional francês Lucas Hernández, atleta do Paris Saint-Germain, conforme revelou o Ministério Público de Versalles à AFP esta quarta-feira dia 21.
Numa declaração, Hernández e a sua mulher, Victoria Triay, sustentam que foram enganados e que nunca tiveram qualquer intenção de violar a lei ou proceder de forma maliciosa.
Estas pessoas integraram as nossas vidas com respeito e dignidade, declaram Lucas Hernández e Victoria Triay no seu comunicado.
O casal, que menciona uma confiança desrespeitada, refere que ajudaram, apoiaram e confiaram nesta família ao afirmarem que estariam a regularizar a sua situação legal.
A família colombiana autora da queixa inclui um pai, uma mãe e os seus três filhos.
Eles labutavam há um ano para esta família do jogador, sem quaisquer direitos laborais, esclareceu à AFP a advogada dos queixosos, Lola Dubois.
O emprego implicava 70 a 80 horas semanais, sem pausas para férias, sem dias de descanso, sem papéis que atestassem os seus direitos, tudo por um ordenado líquido de sensivelmente 2 mil euros cerca de R$ 12,5 mil por mês, sublinha Dubois.
De acordo com a advogada, verificou-se exploração da fragilidade financeira da família colombiana e o caso evoca uma modalidade de escravatura contemporânea.
Passado um ano, redigiram-se contratos laborais, mas, na visão de Dubois, isso visou apenas criar a aparência de uma regularização.
O caso prossegue pelos canais judiciais devidos, concluem Lucas Hernández e a sua esposa, apelando a decoro e consideração enquanto se esclarece a situação.