Liga Portuguesa: Custódio refere meta alcançada, Álvaro Pacheco sublinha efeito do vento
Custódio Castro (treinador do Alverca):
A sensação é de uma meta alcançada. O principal propósito para este encontro era atingir os 35 pontos e conseguimos. Quanto ao encontro, não consigo imaginar o que os atletas passaram com o vento. O único elemento que alterou tudo foi o vento, que mudou de direção. Qualquer formação teria dificuldades nestas condições. O vento era intenso e isso notou-se no Alverca, com problemas na primeira metade ao tentar proteger a baliza. O Casa Pia marcou logo no início e nós sofremos, podendo ter sofrido outro golo pelo menos.
Na segunda metade, criámos chances, poderíamos ter marcado mais golos, mas o vento ditou o jogo. A formação demonstrou solidez e isso é positivo, o que confirma que estamos no rumo certo. Quero felicitar todos os atletas, especialmente os feridos que não podem contribuir, por isso esta vitória é dedicada a eles.
No intervalo, afirmei aos atletas que aquele esforço teria de render na segunda parte. Precisávamos de pressionar e eu sabia que iríamos triunfar neste jogo.
O grande foco da temporada era garantir a permanência. Atingimos os 35 pontos e estou bastante contente com isso e com o trabalho realizado. Agora, é hora de pensar no encontro com o Nacional. Vamos prosseguir jogo a jogo, apreciando esta vitória e os pontos ganhos, mas queremos manter esta atitude no Alverca até ao final da época.
Álvaro Pacheco (treinador do Casa Pia):
Foi um encontro com duas metades bem diferentes, em que o vento teve um papel decisivo. Realizámos uma primeira parte sólida, com várias oportunidades criadas, marcámos um golo, poderíamos ter feito mais, creio que um 3-0 ou 4-0 seria o placar mais justo ao intervalo. Na segunda metade, jogando contra o vento, sabíamos que era essencial uma boa leitura e posicionamento.
Cometemos falhas graves, permitindo que o Alverca aproveitasse, empatasse e tomasse a dianteira. Depois do 2-1, ainda tivemos uma chance de Clau Mendes que poderia ter igualado em 2-2 e acho que o resultado não reflete o mérito das formações, mas o Alverca foi mais eficiente nos golos que fez.
Devemos parabenizar o Alverca e concentrarmo-nos no nosso esforço. Temos um jogo crucial em casa na próxima ronda e sinto que é vital assumirmos uma postura, pois é simples sancionar faltas contra o Casa Pia. Como treinador, noto que contra nós não há amarelos. As pequenas faltas são frequentes e hoje isso limitou-nos bastante, embora a arbitragem não tenha influenciado muito o desfecho. Há momentos que ainda não revisei, alguns dizem que num dos golos do Alverca um jogador usou o braço na bola. Existem faltas evidentes contra nós que não são assinaladas, como a entrada sobre João Marques quando ele ficava isolado.
Precisamos de unir-nos e confio que a formação pode atingir as metas, por isso chamo os adeptos para encherem o estádio no próximo jogo em apoio ao Casa Pia. Nesta etapa, com seis encontros por disputar, devemos centrar-nos no grupo e valorizar isso.